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Harmonização corporal promete reduzir gordura e celulite. Funciona mesmo?

Getty Images
Imagem: Getty Images

Paula Roschel

Colaboração para Universa

05/01/2020 04h00

Você certamente já ouviu falar de harmonização facial. Mas a moda da vez nas clínicas estéticas é a harmonização corporal. Esse é o nome de mais uma nova técnica que promete reduzir gordura, flacidez e celulite. Diferentemente da manobra para o rosto, o protocolo para bumbum, coxas e abdômen é bem mais confortável e não invasivo.

Esse tratamento pode ser feito a partir da soma de técnicas como aparelho de radiofrequência e ultrassom focado, ou seguir uma nova vertente, que usa um aparelho com tecnologia de micro-ondas para realizar todo o processo.

A novidade: micro-ondas

Batizado comercialmente como Onda Coolwaves, o aparelho é considerado por alguns especialistas como um divisor de águas no tratamento corporal. "Essa máquina tem o efeito da redução de gordura de uma criolipólise, mas sem os efeitos colaterais desta técnica. Além disso, ela consegue gerar colágeno como um ultrassom microfocado — os resultados da melhora da celulite são maiores do que aparelhos de radiofrequência com sucção", explica o médico cirurgião Cristiano Velasco, de Brasília.

O aparelho com micro-ondas age estimulando a circulação local e danificando a membrana das células de gordura. Com isso, elas são reduzidas em partículas menores que são filtradas e eliminadas pelo sistema linfático. "O aumento da temperatura promove também a produção de novo colágeno", diz a dermatologista Luciana Lourenço, de São Paulo.

O procedimento já está disponível na Europa há um ano e meio. No Brasil, ele já tem registro na ANVISA e é encontrado em 15 clínicas dermatológicas entre Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

Como funciona?

O tratamento completo pode exigir até três sessões, com intervalo de um mês entre elas. Os resultados iniciais de uma sessão começam a aparecer apenas após 20 dias do primeiro encontro.

A sessão é indolor e rápida - dura cerca de 30 minutos. As áreas de aplicação são delimitadas em quadrantes de 15x15 cm e também é dessa forma que se determina o preço da seção: cada quadrante tratado custa em torno de R$ 800. Ou seja, é um tratamento viável para pequenas áreas como acima do umbigo, interno de coxa, parte superior do abdômen e flancos. Em regiões extensas, o tratamento será extremamente custoso.

O procedimento é indicado para pessoas que possuem flacidez moderada ou severa, para pequenos acúmulos de gordura localizada ou celulite de leve à moderada. Não é indicado para pessoas com marca-passo, infecção no local de aplicação, gestantes e com doenças metabólicas não controladas, como o diabetes.

Tratamento, não milagre

Como todo tratamento estético, os resultados existem, mas não são milagrosos. Para que o efeito seja satisfatório, é preciso associar o tratamento a dieta e exercícios físicos.

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