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Justiça do PR decreta prisão preventiva de acusado de matar Rachel Genofre

Rachel Genofre tinha 9 anos quando foi encontrada morta em uma mala na rodoferroviária de Curitiba, em 2008 - Reprodução/RPC
Rachel Genofre tinha 9 anos quando foi encontrada morta em uma mala na rodoferroviária de Curitiba, em 2008 Imagem: Reprodução/RPC

Andréia Martins

Do UOL, em São Paulo

02/01/2020 09h19Atualizada em 02/01/2020 13h28

A Justiça do Paraná decretou a prisão preventiva de Carlos Eduardo dos Santos, acusado de matar a menina Rachel Genofre, em 2008. Ela tinha 9 anos quando foi estuprada e assassinada em Curitiba.

O pedido da prisão preventiva havia sido feito pela Polícia Civil do Paraná e foi aceito por um juiz no último dia 26. A Polícia Civil fundamentou o pedido para garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal.

Carlos Eduardo está preso em Sorocaba, no interior de São Paulo, mas cumpre pena por outro crime.

"O pedido de prisão preventiva visa impedir que ele deixe a prisão caso seja beneficiado por alguma progressão de pena", disse ao UOL o delegado Marcos Fontes, da Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade do Paraná.

O Ministério Público denunciou Carlos Eduardo e agora a justiça vai definir as próximas etapas e se o caso vai a julgamento.

"Nosso objetivo é que, assim que ele terminar de cumprir a pena em São Paulo, ele seja transferido para Curitiba se for considerado culpado no caso da Rachel, o que a gente acredita que seja o mais provável pela investigação", diz o delegado.

O inquérito do caso foi concluído após 11 anos de um complexo trabalho de investigação, em novembro de 2019.

Rachel Genofre foi encontrada morta dentro de uma mala abandonada na rodoviária de Curitiba no dia 5 de novembro de 2008, dois dias após ter sido vista pela última vez. A polícia chegou a Carlos Eduardo com a ajuda de um exame de DNA.

No documento, com cerca de quatro mil páginas, o acusado foi indiciado por tentativa de estupro, atentado violento ao pudor e homicídio triplamente qualificado.

"Era uma pressão muito grande resolver esse caso. O Paraná não havia trabalhado com um caso dessa dimensão. Não era um serial killer, mas um abusador em série, nos moldes de casos que vemos lá fora", disse Fontes.

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