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Mulher se torna a primeira piloto da Marinha indiana

Shivangi, de 24 anos, será a primeira mulher piloto da Marinha indiana - Reprodução/CNN
Shivangi, de 24 anos, será a primeira mulher piloto da Marinha indiana Imagem: Reprodução/CNN

De Universa, em São Paulo

02/12/2019 11h00

Shivangi, uma subtenente da Marinha indiana de 24 anos, será a primeira mulher piloto da organização do país. Depois dela, outras duas mulheres também ocuparam a posição.

Em entrevista à rede americana CNN, Shivangi contou que quis ser piloto aos 10 anos de idade, quando o avô a levou para ver um homem pilotando um helicóptero. "Foi muito inspirador para mim. Na minha cabeça, pensei que talvez um dia eu também voe com algo assim", disse.

Há outras mulheres na Marinha indiana, porém, até 1992, a organização só permitia que elas trabalhassem em serviços médicos. Agora, em 2019, Shivangi receberá a missão de voar com aeronaves Dornier, usadas para transporte e reconhecimento marinho.

"Também a usamos para certas missões de resgate e, de acordo com os requisitos, evacuação médica e todas essas coisas, por isso farei parte de todas essas missões", disse ela. "É uma coisa muito grande. É uma grande responsabilidade para todos nós e sei que tenho que me sair bem".

Ela não é a primeira mulher nas Forças Armadas do país. Em 2016, a Força Aérea Indiana alistou mulheres piloto pela primeira vezes e, em maio deste ano, a tenente Bhawana Kanth se tornou a primeira mulher piloto a se qualificar para realizar missões de combate em um avião de caça.

No dia 21 de dezembro, outras duas mulheres também se tornarão pilotos da Marinha. Porém, nenhuma delas ainda é autorizada a embarcar nos navios.

"A marinha ainda não está pronta para levar as mulheres a bordo dos navios, porque exige certas mudanças na infraestrutura para o design dos navios e isso leva tempo", disse Sridhar Warrier, oficial de relações com a imprensa da Marinha à CNN.

Shivangi contou que nunca se sentiu a única mulher no posto da organização devido a incentivo de seus colegas. "As pessoas apoiaram muito, eu nunca me senti a única mulher aqui, então isso foi por causa do meu esquadrão, meus instrutores e todas as pessoas aqui".

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