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Riachuelo se une à Barbie e À La Garçonne para coleção inclusiva; conheça

Coleção Riachuelo em collab com Barbie e À La Garçonne  - Divulgação
Coleção Riachuelo em collab com Barbie e À La Garçonne Imagem: Divulgação

Bruno Dias

Colaboração para Universa

01/12/2019 04h00

Nesta segunda, a Riachuelo lança sua primeira linha inclusiva, com parte de suas peças adaptadas para pessoas com deficiência. O projeto é feito em parceria com a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), e as peças são desenhadas pelo estilista Alexandre Herchcovitch, em uma collab entre a rede de fast fashion, À La Garçonne, de Fabio Souza, e a Mattel, criadora da Barbie.

A coleção À La Garçonne + Barbie + Riachuelo celebra os 60 anos da icônica boneca apostando na diversidade, com tamanhos que vão do PP ao 3G e trazendo peças sem gênero de confecção, com linhas completas de lingerie, fitness e acessórios.

"À La Garçonne foi convidada pela Riachuelo para criar esta coleção por entender ser uma marca que interpretaria de uma maneira nunca vista o tema. Aceitamos o desafio na hora, ainda mais porque o briefing era ser uma coleção para todos, inclusiva e de múltiplas possibilidades", explica Alexandre Herchcovitch. "A coleção tinha que servir ao máximo de corpos possível, então isso era uma coisa muito natural pro Alexandre. Deu super certo", completa Marcella Kanner, gerente de Marketing da Riachuelo.

O que é uma peça para pessoa com deficiência

Segundo Marcella Kanner, a Riachuelo mantém uma parceria de longa data com a AACD e a ideia de fazer peças para pessoas com deficiências partiu de um programa interno da empresa, pensado por uma funcionária que tem um familiar que ficou com os movimentos limitados após sofrer um acidente vascular cerebral.

"Ela passou a ver a dificuldade de uma pessoa nessa situação em se vestir, como as pessoas perdem autonomia. Ela fez uma série de adaptações, a modelagem muda um pouquinho o gancho, fez short com bolso para sonda, velcro, principalmente para dar autonomia", conta a gerente de Marketing. "A AACD recebeu a gente lá, as crianças provaram essas roupas e ouvimos vários feedbacks do que funcionava ou não. Conseguimos fazer essas adaptações que precisavam nessas roupas de criança, já era um projeto que a gente pretendia usar na Riachuelo."

Kanner conta que, assim que Alexandre Herchcovitch soube desse projeto interno, se apaixonou na hora e quis colaborar de alguma forma para essa coleção. "Além de ser uma demanda do mercado, é de extrema necessidade que comecemos de fato a pensar em todos", afirma Herchcovitch. "Houve preocupação 360 graus. Tamanhos, gêneros, facilidade ao vestir, tecidos confortáveis e elásticos. Tudo foi pensado num trabalho de mais de 12 meses", diz o estilista.

Tamanhos para diferentes biotipos

No começo do ano, quando lançou peças feitas em colaboração com o Free Free, plataforma que busca ressignifcar a moda e fala sobre a liberdade de se expressar, a Riachuelo recebeu muitas críticas nas redes sociais por trazer estampas com mulheres gordas que iam até o tamanho GG, e que não vestiam justamente as mulheres gordas.

"A gente vai aprendendo. Acho que como todas as empresas no mercado, está todo mundo tentando acertar e atender o público. A gente usou isso [episódio da Free Free] como um aprendizado", disse Marcella Kanner, que destacou ainda que a Riachuelo sempre teve modelos com numeração maior, mas que eram uma "coleção mais careta".

"Uma menina jovem não se sentia representada. A grande mudança que aconteceu foi entender que essa menina quer informação de moda, o top cropped da moda. A gente não pode fazer uma modelagem que só super cubra o corpo. Acho muito legal esse movimento, as pessoas não têm mais vergonha de mostrar o corpo, elas têm orgulho do próprio corpo e quer mostrar."

60 anos anos da Barbie

Além de celebrar os 60 anos da Barbie, as evoluções da boneca - com uma variedade maior de tons de pele, biotipos e deficiência, a boneca da Mattel também influenciou na aposta por diversidade da coleção.

"Barbie é o que você quer ser, ou seja, todas as possibilidades. A Barbie cadeirante, por exemplo, já existe faz tempo. Todo e qualquer detalhe nos ajudou a compor esta coleção", detalha Alexandre Herchcovitch, que já vestiu a icônica boneca. "Em 1998, fiz juntamente com a Mattel uma Barbie edição limitada que vestia uma de minhas criações. Hoje não está sendo diferente, estou vestindo diversas pessoas com esta coleção. Todos somos Barbie, pois Barbie pode ser tudo!"

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