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Períneo: 5 dicas para tirar o máximo prazer possível dessa região

Explorar a região é prazer garantido - iStock
Explorar a região é prazer garantido Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

18/11/2019 04h00

O períneo feminino fica na área localizada entre a entrada da vagina e do ânus. É uma região bem diminuta, mas não se engane com suas dimensões: ela é responsável por grandes sensações de prazer e tem tudo a ver com a sua saúde sexual. Para aproveitá-la bem, siga essas ideias:

1. Explore sua sensibilidade na masturbação

A região do períneo é bastante vascularizada e, por isso mesmo, bastante sensível. Ela fica inchadinha e ainda mais irrigada quando você está excitada, por isso um bom momento para explorá-la é durante a masturbação. Você pode usar os dedos, sempre com suavidade, ou brincar por todo o território com um bullet, aquela cápsula vibratória em formato de bala. Porém, atenção: se você for usar esse sex toy ou um vibrador no ânus, mesmo que seja na bordinha, e depois fazer o trajeto períneo-clitóris, é preciso higienizá-lo antes. Isso porque bactérias do trato intestinal podem ir parar no canal vaginal, causando infecções.

2. Brinque com a região no banho

Para muitas mulheres, o banho oferece a chance de sentir melhor — com mais tempo e mais relaxada — cada cantinho do corpo. A estimulação com o chuveirinho pode ou não fazer parte desses momentos, mas sempre garante prazer. Acontece que, em alguns casos, mandar o jato de água diretamente para o clitóris pode ser algo incômodo, ainda mais se a temperatura da água for extrema (excessivamente quente ou fria). Que tal, então, direcionar o jato para o períneo? Você pode se sentar no chão com as pernas abertas e curtir a sensação.

3. Fortaleça-o para transar mais e melhor

Nas mulheres, quando o períneo estiver íntegro e conservado pode ocorrer uma maior contração e relaxamento dos músculos ao redor da vagina, aumentando o prazer sexual e a possibilidade de atingir o clímax. Durante o orgasmo, o períneo é responsável por aumentar e deixar as contrações da vagina mais intensas. Um períneo "em forma" também evita prolapsos da bexiga, perdas urinárias, incontinência fecal, diminuição do tônus vaginal, entre outros problemas, além de aumentar as chances de parto normal e facilitar todo o processo de saída do bebê.

Para preservá-lo, é importante fazer os exercícios de Kegel, também chamados de pompoarismo, que ajudam a fortalecê-lo e a mantê-lo em plena forma física. Bolinhas Ben Wa e cones vaginais à venda em sex shops, sob a supervisão de uma fisioterapeuta pélvica, podem ajudar, mas exercícios caseiros como fingir que segura e solta o xixi (sempre de bexiga vazia, para descartar o risco de infecções), também são uma boa estratégia. Quando o períneo é exercitado, a mulher consegue contraí-lo voluntariamente, o que potencializa o orgasmo e aumenta o prazer do casal.

4. Torne-o o ponto de partida do sexo oral

O períneo pode ser uma zona erógena de imenso valor na hora do sexo oral. Peça para o par para que, em vez de focar diretamente no clitóris, sugue também os pequenos e grandes lábios e dedique uma boa atenção com a língua ao seu períneo. Sua excitação vai atingir o pico máximo! Outra forma de o parceiro estimulá-la é brincar com um colar tailandês, acessório erótico que tem várias bolinhas de silicone para introdução na vagina e uma argola na ponta, para puxá-las. Em vez de usar o acessório para penetração, ele pode adotá-lo para massagear a região do períneo.

5. Cuide bem da área

Higiene cuidadosa e visitas constantes ao consultório do ginecologista podem garantir a saúde do períneo por muito mais tempo. Com o envelhecimento natural e a diminuição de hormônios, a produção do colágeno diminui, afetando a região e provocando flacidez vaginal. As avaliações constantes permitirão ao médico adotar os procedimentos adequados, como reposições hormonais e exercícios específicos. Se você é do tipo que malha, tome cuidado com traumas na área que podem causar dores crônicas. Realizadas de maneira exaustiva e rotineira, atividades como spinning podem provocar danos ao nervo pudendo (principal inervação da região), causando problemas futuros para o sistema urogenital.

FONTES: Alessandro Scapinelli, ginecologista de São Paulo (SP); Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Nelly Kim Kobayashi, ginecologista e sexóloga, de São Paulo (SP); Tatiana Presser, psicóloga, sexóloga e autora do livro "Vem Transar Comigo" (Ed. Rocco), e Thais Plaza, terapeuta sexual, de São Paulo (SP)

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