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Como Romana Novais: é normal grávida "não ter barriga" aos 7 meses?

Alok e Romana Novais, em foto publicada em setembro nas redes sociais - Reprodução/ Instagram
Alok e Romana Novais, em foto publicada em setembro nas redes sociais Imagem: Reprodução/ Instagram

Nathália Geraldo

De Universa

15/11/2019 16h34

A médica Romana Novais, parceira do DJ Alok, está grávida de sete meses. Em suas fotos no Instagram, no entanto, muitos de seus fãs têm a mesma opinião: não parece. É que, à espera de Ravi, primeiro filho do casal, Romana mudou pouco sua forma física; ela continua com uma "barriga pequena", o que intriga seus seguidores.

"Gente, não tem barriga?", "Eu não estou grávida e tenho mais barriga que você...", "Estou com menos meses que você e parecendo um botijão" foram alguns dos comentários deixados por fãs em sua rede social.

Afinal, é normal estar "sem barriga" aos sete meses de gestação?

Barriga pequena de Romana Novais aos 7 meses

Foram dias lindos que já deixaram saudades....

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A ginecologista e obstetra Elis Nogueira.garante que as dimensões da barriga durante a gestação tem a ver com o biotipo e a estatura de cada mulher, entre outros fatores.

"Se a mulher for alta, a barriga pode demorar um pouco para ser vista. Uma musculatura abdominal forte pode dificultar o crescimento do útero para frente. Na verdade, crescerá mais para cima, fazendo com que a barriga só apareça mais por volta do sétimo mês", pontua.

Pacientes magras e baixinhas, de acordo com a médica, podem ostentar uma barriguinha já no terceiro mês. Mulheres mais gordas ou altas, por sua vez, devem esperar um pouco mais para que ela surja, até o sexto ou sétimo mês.

Barriga pequena é sinal de problema?

E já se foram quase seis meses...

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Em uma gravidez normal e acompanhada (por isso, é fundamental fazer o pré-natal), não. Tem a ver com o histórico e o formato do corpo da mulher. Vale dizer que "barriga pequena" não é sinônimo de que o bebê não está saudável.

No entanto, Elis explica que algumas doenças influenciam no crescimento do feto e, consequentemente, da barriga. Entre elas: hipertensão na gestação, diminuição do líquido amniótico, trombofilia, desnutrição materna ou anemia e restrição de crescimento feral intrauterino. "Exames clínicos, laboratoriais e ultrassonográficos servirão para ver se tudo está correndo dentro da normalidade".

Perda ou ganho de peso na gestação

A médica afirma ainda que a mudança de peso na gestação pode acontecer, e que também depende caso a caso. Segundo especialistas, é possível associar o Índice de Massa Corporal (IMC) da mulher antes de engravidar com a média de quilos que tende a ganhar. Perder peso também pode ser comum.

"Algumas mulheres podem perder alguns quilos no início da gestação quando não tinham hábitos alimentares saudáveis e passam a ter. Também pode perder peso no primeiro trimestre da gestação por conta dos enjoos e vômitos — mais intensos na primeira gravidez". A recuperação dos quilos perdidos, no entanto, tende a ocorrer nos dois trimestres seguintes.

"Já em situações de vômitos excessivos (hiperêmese gravídica) ou bulimia, que geram desidratação ou carência nutricional, o acompanhamento médico especializado é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê", analisa Elis. Se a perda de peso for maior ou igual a 5% do peso da mulher desde o início da gestação, são necessárias ações para reverter o quadro.

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