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Vigia estupra e abusa de adolescentes que tentavam furtar loja fast-fashion

Segurança de loja fast-fashion do Reino Unido estuprou e abusou de adolescentes que tentavam furto - Reprodução/Google Street View
Segurança de loja fast-fashion do Reino Unido estuprou e abusou de adolescentes que tentavam furto Imagem: Reprodução/Google Street View

De Universa, em São Paulo

12/11/2019 19h05Atualizada em 13/11/2019 16h36

O segurança de uma loja da Primark em Londres é acusado de ter abusado sexualmente de quatro garotas de 15 anos que haviam sido flagradas tentando furtar o estabelecimento. Em troca, ele disse que não contaria sobre o ocorrido aos pais delas e outras autoridades.

Zia Uddin, 27 anos, levou as adolescentes a uma sala fechada onde ele guardava camisinhas — segundo relatos obtidos pelo jornal The Telegraph — e aproveitou de pontos cegos para estuprá-las e obrigá-las a realizar outros atos em sua frente.

O caso, ocorrido em 2017, veio à tona quando o familiar de uma das meninas acionou a Justiça. O Tribunal de Kingston marcou uma audiência para o dia 19, onde Uddin responderá por estupro e abuso de menores.

O segurança teria ameaçado ligar para a polícia se as vítimas não o obedecessem — isso mesmo após as meninas devolverem os itens e se oferecem para trabalhar na loja. Ele só as deixou sair de lá após fazerem o que ele havia mandado.

Colegas do vigia também estranharam que ele não teria preenchido nenhum formulário sobre o roubo e, inclusive, também pediu para que as imagens feitas pelas câmeras de segurança do local fossem deletadas.

A polícia obteve acesso a registros telefônicos do vigia que mostraram contato feito com outras garotas que haviam tentado furtar a loja — ele também as ameaçava, tentando levá-las para a sala sob a condição de não delatá-las.

"Ele abusou de sua autoridade ao força-las a realizar atos sexuais para ele sob a promessa de que seriam liberadas sem que os pais ou a polícia fossem informados sobre o que haviam feito", explicou o procurador do caso Graham Partridge.

Violência contra a mulher