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Mel Fronckowiak inspira seguidores em post sobre cabelos brancos

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De repente eles chegaram. De uma hora pra outra, assim, sem pedir licença. Um dia, penteando os cabelos no espelho, a gente se olhou. Alguns segundos de silêncio. Lá estavam eles, mesmo que tímidos ainda, não havia dúvidas. Maleáveis feito arame de cerca, prateados e presentes: Os tão temidos cabelos brancos. Aquela sensação controversa, sabe? Tipo mocinha quando mestrua, por um lado a gente se sente grande, madura, mulher. Por outro, tem que lidar com a responsabilidade que isso representa, deixar de ser criança, deixar de ser menina, pelo menos fisiologicamente falando. Por um momento lembrei de quantas vezes ouvi minha mãe e minhas tias e suas amigas reclamarem dos cabelos brancos. E esbravejarem de 3 em 3 semanas "Ah, como envelhecer é difícil!". Lembrei também de quantas vezes ouvi das próprias mulheres como as mulheres ficam horríveis quando assumem os brancos, ao contrário dos homens que vão ficando sempre mais charmosos e interessantes. E eu muito provavelmente concordei com esse discurso. A gente nem percebe como nós, mulheres, somos cruéis com o fato de envelhecermos. Como se isso fosse um defeito, praticamente um pecado que só as fracas cometem. Não sei bem como vai ser o nosso relacionamento, eu e os cabelos brancos. Possivelmente eu vou maldizê-los também, reclamar de ter que pintar os cabelos, eventualmente ficar cansada e deixar eles lá, livres, duros e felizes. Mas eu espero realmente que consiga continuar vendo o que vi no nosso primeiro encontro: Que a vida tem andado do meu lado. Para o bom e para o não tão bom assim. Mas ela tem estado aqui, o amor se fez encontro, ouço todas as noites "eu amo você, mamãe". E os cabelos brancos fazem parte de poder viver tudo isso. Tudo isso de maravilhoso que a vida me apresentou. E até o que não foi maravilhoso mas que me fortaleceu e ensinou e me fez valorizar o que eu construí, conquistei e aprendi. Porque envelhecer é mesmo difícil. Mas é também o maior dos privilégios. Então sejam bem vindos, cabelos brancos! Pode ser que eu brigue com vocês muitas vezes Mas vou tentar amar vocês o mesmo tanto que eu amo a sorte de ter chegado até aqui.

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Colaboração de Universa

29/10/2019 19h27

A atriz e apresentadora Mel Fronckowiak usou o Instagram para abrir o coração sobre o terror para muitas pessoas: a chegada dos cabelos brancos.

Casada com o galã Rodrigo Santoro, com quem tem a pequena Nina, 2 anos, ela postou uma foto em que segura os cabelos. Apesar de não dá para identificar os tais fios brancos, o texto foi sucesso imediato ao promover a autoestima.

"De repente eles chegaram. De uma hora pra outra, assim, sem pedir licença. Um dia, penteando os cabelos no espelho, a gente se olhou. Alguns segundos de silêncio. Lá estavam eles, mesmo que tímidos ainda, não havia dúvidas. Maleáveis feito arame de cerca, prateados e presentes, os tão temidos cabelos brancos", escreveu.

"Aquela sensação controversa, sabe? Tipo mocinha quando mestrua, por um lado a gente se sente grande, madura, mulher. Por outro, tem que lidar com a responsabilidade que isso representa, deixar de ser criança, deixar de ser menina, pelo menos fisiologicamente falando", completou.

"Por um momento lembrei de quantas vezes ouvi minha mãe e minhas tias e suas amigas reclamarem dos cabelos brancos. E esbravejarem de 3 em 3 semanas 'Ah, como envelhecer é difícil!'."

Rodrigo Santoro, por sua vez, abraçou os fios brancos há algum tempo e vem exibindo uma longa barba grisalha

@entertainmentweekly #Reprisal 🕷

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A atriz fez questão de ressaltar a diferença com que a sociedade trata os cabelos brancos para as mulheres em relação aos homens.

"Lembrei também de quantas vezes ouvi das próprias mulheres como as mulheres ficam horríveis quando assumem os brancos, ao contrário dos homens que vão ficando sempre mais charmosos e interessantes. E eu muito provavelmente concordei com esse discurso."

Com apenas 31 anos, Mel falou ainda sobre encarar o amadurecimento sob outro olhar: com gratidão. No post, ela agradece pelas suas conquistas e conta que todas as noites escuta de sua filha uma declaração de amor.

"A gente nem percebe como nós, mulheres, somos cruéis com o fato de envelhecermos. Como se isso fosse um defeito, praticamente um pecado que só as fracas cometem. Não sei bem como vai ser o nosso relacionamento, eu e os cabelos brancos."

"Possivelmente eu vou maldizê-los também, reclamar de ter que pintar os cabelos, eventualmente ficar cansada e deixar eles lá, livres, duros e felizes. Mas eu espero realmente que consiga continuar vendo o que vi no nosso primeiro encontro: Que a vida tem andado do meu lado. Para o bom e para o não tão bom assim."

Ela completou. "Mas ela tem estado aqui, o amor se fez encontro, ouço todas as noites 'eu amo você, mamãe'. E os cabelos brancos fazem parte de poder viver tudo isso. Tudo isso de maravilhoso que a vida me apresentou. E até o que não foi maravilhoso mas que me fortaleceu e ensinou e me fez valorizar o que eu construí, conquistei e aprendi."

"Porque envelhecer é mesmo difícil. Mas é também o maior dos privilégios. Então sejam bem-vindos, cabelos brancos! Pode ser que eu brigue com vocês muitas vezes Mas vou tentar amar vocês o mesmo tanto que eu amo a sorte de ter chegado até aqui."

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