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Rosario Dawson e parentes são processados por suposto ataque transfóbico

19.ago.2014 - A atriz Rosario Dawson e colegas de elenco lançam "Sin City: A Dama Fatal", em Los Angeles - Divulgação
19.ago.2014 - A atriz Rosario Dawson e colegas de elenco lançam "Sin City: A Dama Fatal", em Los Angeles Imagem: Divulgação

De Universa, em São Paulo

22/10/2019 15h39

A atriz Rosario Dawson e sua família foram processados por um ex-funcionário, que é um homem transgênero, por agressão e assédio. As informações são da NBC News.

Dawson é conhecida por papéis em filmes como "MIB: Homens de Preto 2" (2002) e "Sin City: A Cidade do Pecado" (2005) e por interpretar Claire Temple nas séries da Marvel na Netflix.

O processo foi iniciado na sexta-feira (18) por Dedrek Finley, que alega ter começado a trabalhar como faz-tudo da família Dawson em dezembro de 2017. Pouco depois, o funcionário se mudou para uma residência próxima, alugada pela atriz em seu nome.

O ex-funcionário revelou aos empregadores que era transgênero meses depois de sua contratação, pedindo que eles se referissem a ele com pronomes masculinos. Segundo Finley, Dawson e sua família não atenderam ao pedido.

Quando o faz-tudo reclamou, a atriz supostamente teria respondido com: "Você é uma mulher crescida, pare com isso!". Rosario Dawson não respondeu a pedidos de comentário da imprensa.

Em fevereiro de 2018, a família Dawson demitiu Finley e pediu que ele se mudasse da casa que haviam alugado, O faz-tudo se recusou, dizendo que não havia motivo para sua demissão que não fosse sua identidade de gênero.

Em abril, Rosario e e sua mãe, Isabel Dawson, supostamente arrastaram Finley para o lado de fora da casa e o derrubaram. Foi quando a atriz sentou-se em cima do faz-tudo para que a mãe pudesse agredi-lo, segundo o seu relato.

"Enquanto batia no Sr. Finley, a Sra. Dawson dizia: 'Você não é tão homem agora'. Foi claramente uma referência a sua identidade de gênero", descreveu o processo.

Finley pede por compensação financeira da família Dawson. "Ele só quer o que é justo, alguma compensação, para que ele possa colocar sua vida de volta nos trilhos e deixar isso para trás", definiu a advogada Tasha Hill, que representa o faz-tudo.

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