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Louis Vuitton é 'cancelada' por consumidores após cortejar Donald Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump inaugura fábica da Louis Vuitton em Keen, Texas, ao lado do CEO Michael Burke e o presidente da empresa LVMH, Bernard Arnault - Joanathan Ernst/Reuters
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump inaugura fábica da Louis Vuitton em Keen, Texas, ao lado do CEO Michael Burke e o presidente da empresa LVMH, Bernard Arnault Imagem: Joanathan Ernst/Reuters

Marcos Candido

De Universa

19/10/2019 12h02

A Louis Vuitton entrou na lista de "marcas canceladas" por consumidores incomodados com a presença de Donald Trump na inauguração de uma fábrica da marca nos Estados Unidos. Na quinta (17), Trump e Bernard Arnault, presidente da gigante francesa LVMH, cortaram juntos a fita da terceira fábrica de bolsas e artigos de couro no País, a primeira no Texas.

Em resposta, a empresa foi parar em uma lista de empresas a serem boicotadas por terem laços financeiros com o presidente Trump. A lista online existe desde 2016, quando uma gravação registrou insultos machistas feitos pelo presidente norte-americano. A lista de boicote tem caráter simbólico e expõe o ruído entre empresários e consumidores em relação a agendas políticas.

Em termos de vendas, os Estados Unidos representam a segunda região da LVMH, com 24% de seu faturamento total, atrás da Ásia, exceto o Japão (29%).

Trump a nova fábrica na presença da filha e da primeira-dama Ivanka Trump, além de vários secretários de seu governo.

Batizada de "Rancho Rochambeau" - em referência ao marechal que liderou as tropas francesas durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos -, a fábrica empregará mil pessoas nos próximos cinco anos.

A LVMH abre esta fábrica "graças às políticas econômicas do governo Trump", disse Ivanka Trump na quarta-feira em uma mensagem no Twitter. Em resposta, um homem rebateu. "E lá se vai a reputação da Louis Vuiton", escreveu.

Como um todo, o grupo LVMH e suas 70 marcas - incluindo Christian Dior, Fendi, Hennessy e Dom Pérignon - alcançaram resultados recordes em 2018, com 46 bilhões de euros em vendas e um lucro líquido de mais de 6 bilhões.

(Com agências internacionais)

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