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Caso Mariana: MP denuncia por latrocínio suspeito de matar a estudante

Mariana Bazza foi assassinada no interior de São Paulo - Reprodução/Facebook
Mariana Bazza foi assassinada no interior de São Paulo Imagem: Reprodução/Facebook

Wagner Carvalho

Colaboração para o UOL, em Bauru

09/10/2019 21h51

O Ministério Público (MP) de Bariri, 340 km de São Paulo, denunciou, hoje, Rodrigo Pereira Alves, conhecido por Rodriguinho, 33, pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Mariana Forti Bazza, 19, desapareceu na manhã do dia 24 de setembro logo após sair de uma academia e aceitar a ajuda do suspeito para trocar o pneu furado do carro. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte em um canavial.

Caso a Justiça acate a denúncia, o suspeito passará a ser considerado réu. A expectativa é que a análise aconteça entre três ou quatro dias. Rodrigo segue preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. De acordo com o investigador-chefe da Polícia Civil de Bariri, José Dadalto, ele nega ser o autor do crime.

No inquérito policial, entregue ao ministério MP, o delegado Durval Izar Neto, responsável pelas investigações, concluiu que o suspeito, além de matar a estudante, roubou o veículo, bolsa e celular. Ele ainda teria tentado vender o som automotivo e o veículo no mesmo dia do crime.

De acordo com familiares, Rodrigo teria tentado vender o carro de Mariana por um preço bem abaixo dos R$ 9 mil, valor do veículo, na cidade de Itápolis (SP). Ele chegou a oferecer por R$ 4 mil, mas não obteve sucesso na venda devido ao ano de fabricação.

O delegado também anexou o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara (SP) que afirmou que a estudante morreu em decorrência de asfixia mecânica. O suspeito teria utilizado um pedaço de pano para sufocar Mariana até a morte. Quando o corpo da jovem foi encontrado, em uma área rural de plantio de cana no município de Ibitinga (SP), ele ainda estava com o pano amarrado no pescoço.

Vídeos que antecedem o crime e mostram a abordagem a Mariana pelo suspeito também foram anexados, além de outras imagens que os investigadores acreditam ser após a estudante ser morta. "Sem dúvida a maior prova que temos contra o Rodrigo, foi dele ter indicado com exatidão o local onde estava o corpo da Mariana", afirmou o investigador Dadalto.

A Polícia Civil espera anexar laudos de exames que irão confirmar ou não o abuso sexual. Material genético colhido do corpo da vítima foram enviados para São Paulo, e o resultado deve sair em até 30 dias. A Polícia Solicitou também as conversas que Rodriguinho teve pelo celular logo após o crime. De acordo com o investigador ele pode ter confessado para nessas conversas a autoria do crime.

Violência contra a mulher