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Familiares de Aline Dantas dizem que viram suspeito no velório da jovem

Aline Silva Dantas sumiu de casa depois de ir à farmácia comprar fraldas para a filha - Reprodução
Aline Silva Dantas sumiu de casa depois de ir à farmácia comprar fraldas para a filha Imagem: Reprodução

Wagner Carvalho

Colaboração para Universa, em Bauru (SP)

04/10/2019 21h25Atualizada em 04/10/2019 21h30

Apontado pela polícia como suspeito pela morte de Aline Silva Dantas, 19, Heronildo Martins de Vasconcelos, 45, teria estado no velório da jovem, na manhã do dia 12 de setembro, em Alumínio (SP), a 79 km da capital. Depois de ele ser apresentado pela polícia, acabou reconhecido por familiares e amigos de Aline que estiveram no funeral.

Aline desapareceu no dia 8 de setembro e seu corpo foi encontrado na tarde seguinte. No dia do crime, ela saiu para comprar fraldas para a filha e, segundo as investigações, foi seguida pelo suspeito, que a abordou em uma trilha, estuprou e matou.

Maria Zuleide da Silva, mãe de Aline, conta que não lembra de muita coisa do dia do velório. "Eu passei muito mal, tinha tomado muito remédio, e o tempo que fiquei lá, lembro do caixão da minha filha chegando. Mas das pessoas que estiveram no velório, lembro muito pouco", afirmou.

A mãe diz, porém, que depois que o suspeito foi preso nesta semana, parente e vizinhos afirmaram tê-lo visto, vestido de terno preto, próximo do caixão. "Uma amiga aqui da rua me contou ontem que ele chegou a se aproximar do caixão, ficou um tempo parado, com a mão embaixo do queixo e se distanciou", declarou.

"Precisa ser muito doente, frio, precisa ter muita maldade no coração para cometer um crime com tanta crueldade assim e depois ter coragem de ir lá no velório, ver o desespero nosso, da família, de todo mundo", desabafou.

Apesar das afirmações de familiares e amigos, a equipe responsável pela investigação não confirma se o suspeito realmente esteve no velório de Aline.

Maria Zuleide conta que conhecia a mãe Heronildo Martins. "Eu conhecia ela, mas não sabia que era a mãe dele, mas eu via ela pela cidade sim", contou. Segundo Zuleide, algumas pessoas que frequentam a mesma igreja que o suspeito do crime relataram que Heronildo Martins, no domingo seguinte ao crime, subiu ao altar da igreja que frequentava para fazer uma pregação.

Heronildo Martins de Vasconcelos deverá ser indiciado por estupro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele está preso numa unidade prisional da região de Sorocaba, em uma cela isolada.

A delegada Luciane Bachir, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e responsável pelas investigações, espera que Heronildo Martins fale nos próximos dias, já que até agora, ele nega ser o autor do crime. "Diante das provas irrefutáveis, provas científicas que não deixam espaço para dúvidas, esperamos que ele admita o crime e conte detalhes de como agiu", afirmou.

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