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Giovanna Ewbank volta a falar sobre filhos: "Adoção é maternidade sim"

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso com os filhos, Titi e Bless - Reprodução/Instagram
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso com os filhos, Titi e Bless Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

03/10/2019 15h26

A atriz e apresentadora Giovanna Ewbank voltou a falar sobre o fato de ser mãe de filhos adotivos. Hoje, durante participação no "Se Joga", da Globo, ela abordou o tema e se emocionou ao defender a adoção.

"Eu, na verdade, durante esse tempo todo eu refleti muito. Fui muito questionada, criticada. Percebi que muitas pessoas não têm o entendimento do que é adoção. É importante dizer que adoção é sim maternidade ou paternidade. Eu sou perguntada: 'e o filho de vocês vem quando?'. Isso começou a me incomodar, comecei a ser mais rígida. Muitas vezes isso é perguntado na frente da minha filha. Eu decidi fazer essa palestra para as pessoas refletirem sobre adoção. Não acho que fazem essa pergunta por mal, mas tem que ter responsabilidade. Eu respondo e tento ser gentil, mas, quando eu chego em casa, estou destruída", afirmou.

"Quando você entra numa fila de adoção as pessoas querem bebês, brancos, sem doenças. É como se entrasse na loja e escolhesse uma criança. Eu sempre achei que meu relógio biológico fosse despertar. Eu nunca tive vontade de ter filhos, biológicos e do coração. A minha história foi com a minha filha. Quando a vi, quis ser mãe dela", continuou.

Giovanna já havia abordado o tema durante participação no talk show "TEDx", realizado em Cascavel (PR). Na ocasião, ela chorou ao falar sobre os questionamentos que enfrenta por não ser mãe biológica. A atriz e o marido Bruno Gagliasso são pais de Titi e Bless, ambos adotados na África.

No Se Joga de hoje, a atriz e apresentadora também falou sobre machismo e sobre como sempre os questionamentos e julgamentos sociais caem sobre as mulheres.

"Fomos educados numa sociedade machistas. Hoje eu olho para trás e vejo várias atitudes que tive que foram machistas. Estamos em um momento de conscientização e reflexão. O que eu vejo é que a culpa está sempre na mulher. Sempre que somos questionados, e perguntam se sou estéril, nunca é perguntado para o Bruno. Por que a culpa é da mulher? Acho que temos que sempre lutar sobre isso e ver que nós mesmas temos atitudes machistas. Isso me fez ver muito do machismo estrutural", analisou.

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