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Caso Aline: suspeito de matar jovem que sumiu ao comprar fraldas é preso

Após ser preso, Eronildo Martins de Vasconcelos negou veementemente que tenha cometido o crime - Fábio Rogério/Jornal Cruzeiro do Sul
Após ser preso, Eronildo Martins de Vasconcelos negou veementemente que tenha cometido o crime Imagem: Fábio Rogério/Jornal Cruzeiro do Sul

Wagner Carvalho

Colaboração para Universa, em Bauru

02/10/2019 20h30Atualizada em 03/10/2019 16h39

A Polícia Civil de Sorocaba, 97 km de São Paulo, prendeu por volta das 15h desta quarta-feira (02), o suspeito de matar Aline Silva Dantas, 19 anos, na cidade de Alumínio (SP) no dia 8 de setembro.

O eletricista Heronildo Martins de Vasconcelos, 45 anos, é morador antigo da cidade de Alumínio e trabalha fazendo bicos pela cidade. Material genético do suspeito foi encontrado em Aline. Os resultados dos exames apontam também que a jovem foi estuprada antes de ser morta no final da tarde de domingo.

Heronildo já cumpriu pena em 2012 por tentativa de estupro. A Polícia Civil já havia ouvido o suspeito durante as investigações, mas aguardou a divulgação dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba, feitos no corpo de Aline Dantas, para prender o suspeito.

Apesar de Heronildo Martins negar veementemente ser o autor do crime, a delegada titular da Delegacia de Investigação Gerais (DIG), Luciane Regina Bachir, diz não ter dúvidas da autoria do crime. O sêmen encontrado no corpo da vítima e o material genético deixado embaixo das unhas da vítima apontam para o suspeito.

Em entrevista coletiva, o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, afirmou que as provas vindas com o material genético são incontestáveis. De acordo com Carriel, desde o dia 19 de setembro, os policiais já tinham indícios que apontavam para o suspeito. "A análise de câmera e análise de campo apontavam para o Heronildo", afirma.

A delegada Luciane Bachir afirmou que o suspeito cometeu o crime de estupro e matou a jovem no domingo agindo sozinho, sem a ajuda de uma terceira pessoa. Ela contou que ele voltou ao local do crime, já na segunda pela manhã, para ocultar o corpo de Aline Dantas.

Segundo a polícia, material genético de Eronildo foi encontrado no corpo da vítima - Polícia Civil/Divulgação
Segundo a polícia, material genético de Eronildo foi encontrado no corpo da vítima
Imagem: Polícia Civil/Divulgação

"Antes, na madrugada de domingo para segunda, Heronildo Martins esteve em um velório na cidade, de onde ele subtraiu um litro de álcool gel, que foi utilizado para atear fogo na madeira e corpo da vítima", relata a delegada. Uma testemunha contou aos policiais que viu o suspeito saindo da mata na segunda-feira (09) pela manhã.

Com a chegada dos laudos e após confrontar com material genético cedido pelo suspeito, os policiais solicitaram a prisão temporária de Heronildo Martins por 30 dias. Ele será acusado de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.

A delegada informou que o suspeito será encaminhado ainda esta noite para uma unidade prisional da região. "Não vamos divulgar o local por questão de segurança, mas hoje vamos para a casa mais leves, tínhamos esse compromisso com a população de Alumínio, era nosso dever esclarecer o caso", completou.

O crime

Aline Silva Dantas, de 19 anos, desapareceu após sair de casa para comprar fraldas para a filha. Após três dias de buscas, o corpo de Aline Dantas, foi encontrado pela polícia na tarde de 11 de setembro, em uma área de mata na cidade de Alumínio, 100 km de São Paulo. O corpo estava parcialmente carbonizado e cercado por pedaços de madeira.

A identificação foi feita com base nas roupas que ela usava no dia em que sumiu e nos traços de seu rosto passados pela família. Aline foi vista pela última vez quando saiu de casa a pé, sem celular e sem documentos, para comprar fraldas para a filha por volta das 16h no dia 8 de setembro.

Imagens de câmeras de segurança mostram a jovem entrando e saindo do estabelecimento. Ela teria usado um cartão corporativo de seu marido para tentar pagar as compras. O cartão, no entanto, foi negado, pois o homem não trabalhava mais na empresa.

Segundo as investigações da polícia, Aline então saiu e fez um dos caminhos possíveis para voltar para a casa, mas no meio do trajeto, ao passar por trilha entre a mata, ela foi seguida e abordada pelo suspeito de cometer o crime.

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