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Itamaraty confirma caso de tráfico sexual de fãs de k-pop para Coreia

Sete brasileiras foram atraídas para a Coreia sob a promessa de que se tornariam estrelas de k-pop - Getty Images/iStockphoto
Sete brasileiras foram atraídas para a Coreia sob a promessa de que se tornariam estrelas de k-pop Imagem: Getty Images/iStockphoto

Natália Eiras

De Universa

03/09/2019 17h06

O departamento de comunicação social do Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou, por e-mail, o caso de sete brasileiras que foram vítimas de tráfico sexual na Coreia do Sul. "O Itamaraty está acompanhando o caso por meio de sua embaixada em Seul [capital da Coreia do Sul] e vem prestando assessoria consular às pessoas envolvidas", disse em comunicado para Universa.

Segundo o jornal local "The Korea Times", a polícia de Ilsan Dogbu prendeu, no domingo (1), cinco homens coreanos suspeitos de terem atraído sete mulheres brasileiras para a Coreia do Sul, sob a promessa de que elas se tornariam modelos ou artistas de pop coreano. As autoridades locais estão investigando o grupo por confinamento, tráfico de pessoas e exploração sexual.

As vítimas, que chegaram ao país em meados de julho de 2019, tiveram seus passaportes retidos pelo grupo e suas passagens de volta canceladas. As brasileiras ficaram confinadas em cabanas na província de Gyeonggi e, depois, mandadas para casas de prostituição, vendidas por R$ 6,8 mil cada uma delas.

Para mantê-las em silêncio, o grupo ameaçou as vítimas, dizendo que elas deveriam trabalhar para pagar os custos da viagem e que, caso acionassem a polícia, elas seriam punidas por prostituição. As brasileiras, no entanto, conseguiram entrar em contato com a embaixada do Brasil em Seul no dia 17 de agosto, após conseguirem burlar o monitoramento do grupo. A polícia teria, segundo "The Korea Times", resgatado as mulheres e as levado para um centro de acolhimento de imigrantes.

Em contato com a reportagem, o departamento de comunicação social do Itamaraty não deu informações sobre se as brasileiras já retornaram ao país. "Informamos que a Embaixada do Brasil em Seul presta e continuará a prestar todo o apoio às brasileiras. Contudo, não apenas em obediência estrita à lei, mas também por respeitar o sofrimento das vítimas e de seus familiares, o Departamento de Comunicação Social não poderá fornecer qualquer detalhe de caráter pessoal", afirmou, em nota adicional enviada a Universa.

Violência contra a mulher