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Violência contra a mulher


Médica boliviana é morta a tiros em SP; polícia suspeita de feminicídio

Carro da médica boliviana Suhelen Calderon Cortez, assassinada no interior de SP - Ismael Magalhães
Carro da médica boliviana Suhelen Calderon Cortez, assassinada no interior de SP Imagem: Ismael Magalhães

Simone Machado

Colaboração para o UOL, em São José do Rio Preto

29/08/2019 13h20

A médica boliviana Suhelen Calderon Cortez, de 30 anos, foi morta a tiros na tarde de ontem, em Bebedouro, no interior de São Paulo. Ela saía da unidade de saúde Doutor Ricardo Dias Toledo, na vila Sanderson, quando foi atingida pelos disparos. O suspeito fugiu. A principal linha de investigação é feminicídio.

De acordo com a Guarda Municipal, que atendeu a ocorrência, Suhelen deixou a unidade de saúde e seguia a pé para o seu carro que estava estacionado na mesma rua do posto de saúde. Chegando no veiculo foi abordada por uma pessoa em um carro. Testemunhas disseram que a jovem e o motorista do veículo conversaram por um tempo e ao entrar em seu carro a médica foi baleada. O homem atirou 15 vezes, seis disparos atingiram a vítima. Foi usado um revólver .40 - arma de uso exclusivo da polícia.

A médica foi socorrida consciente e disse aos guardas municipais não conhecer o atirador. "Pela dinâmica que foi o crime descartamos hipóteses de tentativa de roubo ou latrocínio. Sabemos que foi uma execução, um crime encomendado", diz o delegado seccional José Eduardo Vasconcelos. Levada em estado grave para o hospital municipal Júlia Pinto Caldeira, ela não resistiu.

Câmeras de segurança do posto de saúde foram entregues à Polícia Civil e devem ajudar nas investigações.

De acordo com a prefeitura de Bebedouro, a médica estava há dois meses naquela unidade de saúde. Ela fazia uma espécie de estágio para se preparar para o Revalida - avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).