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Você se deixa contagiar pelo humor dos outros? 7 passos para combater isso

Você está se deixando contaminar pelo mal humor dos outros? - iStock
Você está se deixando contaminar pelo mal humor dos outros? Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

18/08/2019 04h00

Em casa ou no trabalho, às vezes é difícil não se deixar contagiar -- ou melhor, contaminar -- pela vibe negativa dos outros. Quando num determinado ambiente uma ou mais pessoas estão irritadas, parece que até o ar fica mais pesado. Em pouco tempo, você se sente para baixo também. É válido lembrar, porém, que quem está numa fase mais vulneráveis física, mental ou emocionalmente é que acaba sentindo com mais força essa influência. A boa notícia é que dá, sim, para se blindar contra esse o mau humor alheio. Siga essas dicas:

1. Conheça-se bem

O autoconhecimento permite entender como a própria mente funciona e quais são os gatilhos que a fazem ficar pra baixo. Ao identificar exatamente o que a irrita -- a mania de uma amiga se fazer de vítima, a reclamação constante sobre dinheiro de um parente - você consegue traçar estratégias para lidar melhor com os outros. E mais: de acordo com especialistas, quem tem necessidade de agradar os outros para se sentir aceito é quem mais sofre com a vibe pesada, já que se acha na obrigação de aturar a chatice para não provocar mágoas. Deixe disso.

2. Mantenha a calma

Jamais perca a educação, levante o tom de voz ou até mesmo interrompa a pessoa em descontrole. Tente contar até dez, respirar e entender que esse comportamento -- mesmo que tenha a ver com você -- não é seu. Uma resposta tranquila e num timbre suave funciona como um espelho, e não o contrário. Se possível, tente sorrir: não há nada tão agressivo que um sorriso acolhedor não desconstrua.

3. Aprenda a separar o que é do outro do que é seu

Sabe aquela velha máxima "cada um com os seus problemas"? Pois é. Entenda que o problema -- o mau humor -- não é seu, então deixe que a pessoa viva as suas próprias questões. Se estiver num dia feliz, seja lá qual for o motivo, não se deixe abalar nem sinta culpa porque a colega da mesa ao lado vive emburrada ou levou um fora na noite anterior. Não se trata de egoísmo, mas de uma atitude producente para manter a sua saúde mental em dia.

4. Inclua algo que lhe dê prazer na rotina

De preferência, todos os dias faça algo que realmente goste e que lhe trazer prazer. Exemplos? Coisas simples como ler um livro do gênero predileto, tomar um café com calma, ouvir uma música relaxante, ver fotos de gatinhos fofinhos no Instagram, fazer uma lista dos lugares que gostaria de visitar nas próximas férias, etc. Assim sua tolerância será maior diante de qualquer situação estressante.

5. Repense sua mania de controle

Muita gente sofre horrores com a vibe negativa dos outros porque gostaria que as pessoas não fossem tão malas em determinados momentos ou situações. Trata-se de um sofrimento inútil, porque o humor dos outros não estão nem nunca estará sob o seu controle. Você pode ser até a pessoa mais fofa e #goodvibesonly do universo que não vai mudar ninguém, nunca. A única coisa que a gente pode controlar nessa vida é a própria mente e, a partir disso, a maneira como reagimos frente às adversidades.

6. Devolva o problema para quem está com o problema

Se a pessoa mal humorada tentar engatar uma discussão por precisar urgentemente de alguém pra servir de saco de pancada, não caia nessa. Diga, assertivamente: "Prefiro conversar num outro momento, quando você se acalmar". E, claro, se retire. Em se tratando de um chefe, obviamente nem sempre dá para usar essa estratégia, mas respire fundo e pense que a irritação não tem a ver com você. Não leve para o pessoal nem se deixe fisgar pela armadilha de retrucar ou responder. Converse o minimamente necessário.

7. Não confunda empatia com viver a dor do outro

Nos casos em que a vibe da outra pessoa é de tristeza ou angústia por algum problema complicado, fica difícil não oferecer um ombro (ou um ouvido) amigo. Porém, evite se abalar ao ponto de confundir a empatia, que é se solidarizar, com trazer a dor para a própria vida. Não se culpe por estar num dia feliz ou viver uma fase de realizações. A sua vida pode e deve continuar boa, não há a necessidade de esconder isso por "respeito" à dor alheia.

Fontes: Gabriela Sayago, pedagoga, especialista em Psicologia Positiva e pós-graduada em Neuropedagogia pelo Instituto Saber, em São Paulo (SP); Tânia Campanharo, psicóloga clínica de São Caetano do Sul (SP), e Yuri Busin, psicólogo e diretor do CASME (Centro de Atenção à Saúde Mental Equilíbrio), em São Paulo (SP)