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Motorista do Uber suspeito de dopar e estuprar passageira é preso

A vitima pediu um Uber na madrugada do dia 10 de agosto; suspeito foi reconhecido por ela - Getty Images
A vitima pediu um Uber na madrugada do dia 10 de agosto; suspeito foi reconhecido por ela Imagem: Getty Images

Natália Eiras

De Universa

18/08/2019 11h06

Um motorista que trabalhava com o aplicativo Uber foi preso, nesta quinta-feira (15), suspeito de dopar e cometer estupro de passageira na madrugada do dia 10 de agosto, em São Paulo (SP). De acordo com comunicado da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, ele foi reconhecido pela vítima após o cumprimento do mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

O caso foi registrado na 9ª Delegacia da Mulher, de Pirituba, na zona oeste de São Paulo (SP), como estupro de vulnerável, uma vez que a vítima estava inconsciente. A mulher de 32 anos havia saído de um jantar entre amigas, às 3h. Lembra que, apesar de ter tomado vinho, estava consciente até pedir uma garrafa de água para o suspeito, que disse não tê-la no carro e teria parado em um posto de gasolina para comprá-la. A vítima contou, em depoimento, que começou a perder a consciência após consumir água oferecida pelo motorista.

De acordo com "Buzzfeed News", a mulher acredita que foi dopada pelo suspeito. Ela disse que acordou no dia seguinte com dores pelo corpo e o passante da calça rasgado. Ela lembrou de flashes do ocorrido, em que o motorista parou o carro e foi para o banco de trás, puxando sua calça, o que acabou rasgando o passante do cinto. Depois de abaixar sua calça, o homem teria cometido o estupro enquanto a cliente protestava.

No aplicativo da vítima, a corrida teria durado mais de uma hora. O trajeto foi refeito pelos investigadores e, mesmo com o trânsito na região às 16h da terça-feira (13), os policiais levaram apenas 21 minutos.

Após a prisão, o motorista alegou que é inocente. Em seu cadastro no Uber, ele usava a própria foto, mas o nome e o registro de outra pessoa, um tio. Ele ainda não apresentou um advogado de defesa, segundo o "Buzzfeed News".

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Uber, que nos mandou um comunicado oficial lamentando o caso. "A empresa repudia qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência. A conta do motorista parceiro foi banida assim que a denúncia foi feita", diz o texto. Em relação ao fato do motorista estar usando o nome de outra pessoa, a plataforma diz que está tomando medidas para se tornar mais segura. "A Uber fechou um contrato com o Serpro, empresa de TI do Governo Federal, para confirmar as informações cadastrais dos motoristas parceiros e candidatos a motoristas e de seus veículos, em tempo real, a partir das informações da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), com a autorização do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito. As fotos dos motoristas também serão verificadas digitalmente, com um software especialmente desenvolvido para isso, denominado Datavalid, que compara as imagens fornecidas pelo condutor com as arquivadas pela autoridade de trânsito, a fim de prevenir fraudes."

Violência contra a mulher