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Alergia à camisinha é real, mas tem solução: não dá para usar como desculpa

Você pode até ser alérgica, mas tem como dar um jeito - iStock
Você pode até ser alérgica, mas tem como dar um jeito Imagem: iStock

Elisa Soupin

Colaboração para Universa

04/08/2019 04h00

A camisinha é um item indispensável no sexo. O método é o único que protege tanto do risco de gravidez quanto de doenças sexualmente transmissíveis. Mas há mulheres que são realmente alérgicas e outras que sofrem com o desconforto ocasionado pelo uso do preservativo. Universa conversou com a ginecologista Bel Saíde, da página Ginecologia Natural, no Instagram, e tirou dúvidas sobre o assunto.

Alergia ou irritação?

Bel explica que a alergia à camisinha é rara. "O que acontece com maior frequência é uma irritação. Há uma sensibilidade a algum componente do material com o qual a camisinha é feita. O que mais acontece é que as pessoas acabem ficando com a pele irritada depois de transar várias vezes, por um tempo prolongado. Já outras são um pouco mais sensíveis e, mesmo sem fazer muito sexo, podem ficar com a pele irritada e vermelha", conta ela, para os casos que classifica como mais comuns.

Bel conta que, ao longo de seus 14 anos atuando como ginecologista, atendeu poucos casos de alergias reais à camisinha.

"A maioria das pessoas meio que usa essa desculpa para justificar os próprios vacilos. Nos casos de alergia mesmo, que são bem raros, os sintomas são mais graves. As reações variam, cada pessoa manifesta de um jeito, mas há descamação, inchaço, muita dor na hora da relação sexual, não apenas depois. O incômodo é tal que não dá para terminar a relação. Quando a alergia é real, aparece na hora", explica.

Nesse caso, a mulher deve procurar um ginecologista para buscar o tratamento correto.

Látex, o grande vilão

De maneira geral, as alergias e as irritações têm a ver com o material do qual a maior parte dos preservativos é feita: o látex.

"Ele é um material agressivo para a mucosa, o atrito repetido realmente pode causar desconforto", explica Bel. O material, no entanto, não é o único responsável pelos desconfortos.

Camisinhas diferentonas representam maior risco

De caipirinha, que brilha no escuro, neon, que esquenta, que esfria, com cheiro de chocolate... O mercado não para de criar modelos diferentes, mas tanta invenção pode não ser amiga do seu corpo.

"Quanto mais química houver ali, maiores são as chances de desenvolver irritação ou alergia", explica a profissional.

Então, se sentir um desconforto usando um modelo desse tipo, isso não quer dizer que você é alérgica à camisinha. Você pode ter, apenas, uma intolerância a um componente de fragrância, sabor ou termo-ativo. Os lubrificantes também podem ser os responsáveis. Aposte em um mais simples, sem tanta pirotecnia: as chances de ter um problema ficam muito reduzidas.

As opções

Modelos sem látex vêm ganhando cada vez mais adeptos. São igualmente seguras e, apesar de não haver garantias de não causar alergias, não costumam dar problemas.

"Outros materiais estão substituindo o látex. Há as de poliisopreno, que são pouco mais caras e muito mais finas, dão muito mais sensibilidade. Há também a Preserv Premium (feita de poliuretano). Uma pessoa pode ter alergia a qualquer coisa, mas as chances caem muito com esses modelos", explica ela.

Mesmo entre as sem látex há várias opções com sabor e fragrância e, caso já saiba que você tem tendência a ficar com a pele irritada, corra dessas opções. A faixa de preço dessas camisinhas está entre R$ 10 e R$ 33.

Esgote todas as possibilidades de tentativas, teste modelos e marcas para buscar um preservativo adequado para você e seu parceiro. Camisinha: tem que usar.