Topo

Deu Match!?


Eles vão para a balada, mas lá usam o aplicativo para ficar com alguém

Eligia Aquino Cesar

Colaboração para Universa

03/08/2019 04h00

Você se considera bom de paquera? Curte o jogo da sedução ou é aquela pessoa que não consegue nem trocar olhares direito? Seja desinibido ou mais tímido, os aplicativos de relacionamento estão aí para ajudar na busca por um encontro bacana, ou até mesmo a desenrolar uma pegação casual no parque, rua ou balada.

Marina Amaral, 25, conta que aprendeu com um amigo a prospectar no rolê. "Procuro alguém antes de entrar no bar ou balada, enquanto ainda estou no esquenta ou na fila para entrar no lugar". A publicitária acredita que, dessa forma, consegue encontrar com o pretendente antes de pagar para entrar em algum lugar.

A jovem defende que isso facilita muito as noites que ela quer sair com o objetivo de ficar com alguém. "Em vez de entrar em um bar, paquerar diretamente e correr o risco de não dar em nada, por que não facilitar as coisas e meio que garantir uma diversão quase que certeira?".

Por que perder tempo?

É o mesmo pensamento de Cristian Cesar Rodriguez da Silva, 20. "Muitas vezes as pessoas não são diretas: ficam trocando olhares, o que nos faz perder um pouco do rolê com isso. Baixo apps de paquera e vejo quem está por perto. Se me agradar, converso com o boy, desenrolo e fico com ele ali mesmo".

Ele conta que a tática sempre deu certo para ele e que avisa a quem se relaciona na balada que não vai passar daquilo. Nas palavras dele "o que acontece no rolê fica no rolê". Para Cristian, se há uma forma de simplificar as coisas, é natural fazer uso disso. "Tem hétero que precisa ter todo um papo e eu não tenho paciência para isso. Gosto de perguntar 'Oi, tudo bem? Você está aqui?' e, se a pessoa estiver de acordo, ficamos juntos".

Correio elegante

Tiago Silva, 32, usa não só o app de paquera, mas também WhatsApp e Instagram para já sair com um encontro garantido. "Coloco uma foto dizendo que estou saindo, deixando claro que estou só. Sempre vem alguém com uma piada, brincadeira, aí é só conversar e se a garota topar, pegá-la e partir para a diversão".

Ele admite que gosta do jogo da sedução, mas que quando está com preguiça recorre ao celular também na balada. "Não é todo dia que você está na pegada de ficar chegando em alguém, correndo o risco de tomar fora. O app facilita muito. O único detalhe é que a maioria deles te permite um raio mínimo de 5 quilômetros. Então, você vai precisar prospectar antes de entrar no rolê".

Tiago finaliza dando uma sugestão para as baladas: "fico pensando que seria legal se as casas noturnas criassem aplicativos que simplificassem essa interação. Seria como um correio elegante moderno", brinca.