Topo

Divulgar Insta, levar conversa para Whatsapp: o que eles reclamam do Tinder

Tinder: usuários reclamam de quem usa para divulgar Instagram - iStock
Tinder: usuários reclamam de quem usa para divulgar Instagram Imagem: iStock

Eligia Aquino Cesar

Colaboração para a Universa

30/07/2019 04h00

Já ouviu falar em Justin Mateen, Sean Rad, Jonathan Badeen e Christopher Gulczynski? São os nomes dos desenvolvedores do Tinder, o app de paquera que continua sendo o favorito de grande parte dos usuários desse tipo de ferramenta.

A ideia do aplicativo, que foi lançado em universidades norte-americanas em 2012, era bem simples: é muito mais fácil assumir interesse em alguém sabendo que essa pessoa sente o mesmo por você. Junte-se a isso uma usabilidade simples, na qual basta deslizar o dedo na tela para esquerda ou direita para aceitar ou recusar um pretendente e você terá uma fórmula comprovadamente bem-sucedida.

Com alcance global, o Tinder tem usuários em mais de 190 países. A cada dia, 26 milhões de matches são feitos no app. São mais de 30 bilhões de matches realizados até o momento. Segundo dados divulgados pela empresa no fim de 2018, o app conta com mais de quatro milhões de assinantes que pagam para incrementar seu plano por meio do Tinder Gold ou Tinder Plus, o que o torna um dos cinco maiores aplicativos do mundo não relacionado a jogos.

O Brasil é o segundo maior mercado do Tinder no mundo e o maior da América Latina, tendo São Paulo como a cidade com mais atividade na ferramenta, seguida pelo Rio de Janeiro. Além disso, os brasileiros têm um alto número de matches. Quando comparados com os dez principais mercados do Tinder, homens tem 7,5% e mulheres 7,4% a mais do que a média global.

Veja a opinião de quem usa:

"Prefiro dar like em quem se arrisca em descrições engraçadas ou criativas"

"Muitas pessoas acabam julgando o Tinder sem compreender que a dinâmica é bem parecida com conhecer alguém em um bar. A diferença é que você já sabe que a pessoa está mais propensa a conversar contigo, já que deu o match.

Eu geralmente não converso tanto online, quando me interesso por alguém, tento manter contato fora do Tinder e, claro, encontrar pessoalmente. Só tive experiências positivas, até porque sou bem desencanada: se não quiser continuar a conversar com a pessoa, vou deixar isso claro. Não sendo rude, mas respeitando o fato de que ninguém é obrigado a nada.

O lado negativo é justamente não saber até que ponto a pessoa fala a verdade. Sou bem prevenida. Por isso, antes de sair com alguém, procuro a fundo a pessoa para saber se ela existe e se não estou me pondo em risco. Além disso, marco o encontro em locais públicos e compartilho o perfil do cara com amigos para que saibam o que está acontecendo. Acho importante que todos estejam alertas em relação aos riscos".

Mariana Santos, 20, estudante de Publicidade e Propaganda

"Acho que o app peca em alguns pontos, mas, na minha opinião, ainda é o melhor"

Gosto do Tinder por ser um aplicativo de fácil utilização, uma plataforma relativamente segura, que tem certa atenção com o usuário, com avisos a respeito dos riscos dos encontros. Porém, acho que a plataforma ainda peca em alguns pontos como, por exemplo, comprovar que o usuário é maior de idade ou sua identidade.

No aplicativo, pude conhecer gente nova e pessoas com as quais mantenho amizade até hoje. E isso é muito bacana. Quando embarquei nessa de app de paquera, o Tinder tinha bons concorrentes. Hoje até tentei utilizar outros, mas, no formato em que está, ainda acho que ele é o melhor".

Vinícius Teodoro Elzinga, 21, estudante de Engenharia Automotiva

"Tenho que estar muito interessada para levar uma conversa do app para o WhatsApp"

"Como o Tinder já está no mercado há muitos anos, há muita gente usando o app, o que é bom, porque sempre vai ter alguém diferente para você dar match. Ao longo do tempo, acho que o app foi melhorando as pessoas que aparecem como sugestão para você, principalmente agora, com o 'Superlike'.

Acho que a graça do Tinder está em você ficar naquela expectativa 'será que vai dar match?' O problema é que colocaram na mente que não é para encontrar alguém, mas para coisas casuais e muita gente está lá só com esse objetivo. E isso é chato para quem está ali e quer algo sério também, como é o meu caso. Eu, por exemplo, tenho o Tinder há muito tempo, mas só saí com dois caras que não queriam nada.

O Tinder não é tão bom de encontrar pessoas por localização. Apesar de poder colocar a distância ali, acontece de pessoas fora desse perímetro darem um like. Conversar e marcar com alguém já é difícil, se a pessoa mora longe, complica ainda mais".

Patricia Novaes, 22, administradora

"Tinder é bem conhecido e a interface é agradável, mas limitar os likes é o maior complicador do app"

O Tinder é bem interativo e fácil de usar, mas acho que a exposição do perfil não é tão grande, somente se você pagar para isso. Como eu sou meio tímido, o mais interessante é conhecer pessoas em si, porque é fácil só deslizar para direita ou esquerda. O fato de ser um dos aplicativos mais conhecidos do ramo o faz ter um volume grande de pessoas cadastradas, o que facilita na hora de encontrar alguém.

O problema é a limitação. Sei que para um serviço ser gratuito é quase impossível sobreviver, mesmo com propagandas, mas acho ruim ter que pagar para aumentar a exposição do perfil e o número de likes permitidos. Outra coisa que me incomoda são as pessoas que parecem usar o Tinder para divulgar o Instagram.

Antes você via, por exemplo, as páginas do Facebook que você tinha em comum com as pessoas por quem estava interessado. Hoje não há mais. Acho que seria legal pensar em algo nesse sentido, já que não é tão comum as pessoas se descreverem nos perfis".

Bruno Moura dos Santos, 22, estudante de Engenharia Mecatrônica

Deu Match!?