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Ariana Grande revela: "Tento parecer uma mulher forte para inspirar os fãs"

Ariana Grande - Reprodução/Instagram
Ariana Grande Imagem: Reprodução/Instagram

da Universa

09/07/2019 13h44

Ariana Grande é a capa de edição de agosto da edição norte-americana da "Vogue". Na entrevista, uma das mais sinceras da carreira, a cantora relembra os traumas do atentado terrorista durante seu show em Manchester, em 2017, e também a morte de seu ex-namorado, o rapper Mac Miller. Todos esses temas acabaram se tornando inspiração para as músicas de seus mais recentes álbuns, "Sweetener" e "Thank U, Next".

"É claro que eu aceitei sair em turnê! Mas é difícil cantar essas músicas sobre feridas que ainda não cicatrizaram. É divertido, é pop e eu não tento fazer parecer nada além disso, mas para mim, essas músicas representam coisas bastante pesadas", reflete Ariana.

Mac Miller faleceu em decorrência de uma overdose em 2018 e boa parte das músicas da cantora são dedicadas a ele. "Eu não me lembro desses momentos porque eu estava muito bêbada ou triste. Não lembro como essas músicas surgiram, mas sei que elas foram necessárias para me curar", diz. Na época, Ariana foi criticada nas redes sociais por supostamente não ter ajudado Mac a se recuperar do vício em drogas. "As pessoas não veem a realidade, então acham que podem dizer qualquer coisa. Eles não veem os anos de trabalho, luta, exaustão. Vocês não fazem ideia de quanto eu alertei ao Mac sobre as drogas. Mas ele não merecia este fim", desabafa.

Em 2017, Ariana organizou um show beneficente para arrecadar dinheiro para as 23 vítimas do atentado em Manchester. Além dela, artistas como Katy Perry, Justin Bieber e Miley Cyrus se juntaram no palco para celebrar o poder da música diante das dificuldades. "Ariana é um livro aberto. Ela sempre se abriu comigo, mas estar com ela naquela noite, abraçá-la, sentir a dor da perda de todas aquelas vidas, literalmente ouvir seu coração bater com o meu, quando você pode deixar todas as máscaras para trás, isso nos uniu. É a lembrança que a música pode nos curar", conta Miley.

"Não é um trauma para mim, é um trauma para aquelas famílias. É a perda deles e é muito difícil falar sobre isso sem pensar neles e no que vão sentir. Tenho orgulho de ter conseguido arrecadar muito dinheiro e promover esse sentimento de amor e união, mas no fim do dia, isso não trouxe ninguém de volta. Nós fizemos o melhor que pudemos, mas na real, não fizemos nada. Me desculpem. Eu tenho muito a dizer que poderia ajudar outras pessoas, mas ainda tenho muito a processar. Por isso me afundei tanto em trabalho, não conseguia acreditar que tinha sido verdade", recorda Ariana, sobre o atentado.

Mas, nem só de mensagens profundas são feitas as canções de Ariana. Com uma grande parte dos fãs ainda na infância e na adolescência, ela não se preocupa em cantar músicas que falem sobre sexo e diversão. "Eles vão fazer sexo um dia. Eu prometo. Eu juro que seus filhos vão fazer sexo. Então, se perguntarem para você sobre o que se trata a música, fale a verdade!", dispara.

Ariana também deseja que suas músicas passem uma mensagem de força e empoderamento. A cantora é abertamente feminista e sempre declarou apoio ao movimento LGBTQ+. "Eu prefiro vender menos discos e poder falar sobre o que quero do que vender mais e fingir que está tudo bem", pondera. Porém, nem sempre a imagem que ela vende corresponde a realidade. "Eu tenho essa ideia de como eu deveria ser. Eu vejo essa versão maravilhosa e destemida de mim que eu espero um dia me tornar. Eu tento ser uma mulher forte para inspirar meus fãs antes mesmo de ser essa mulher de verdade", conclui.

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