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Samira Wiley: "Uma mulher negra pode ser o que quiser"

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Da Universa

06/06/2019 14h20

Samira Wiley ficou conhecida do público por seu papel na série da Netflix "Orange is the New Black". Mas foi em "The Handmaid's Tale", que ela viu sua carreira decolar depois de conquistar um Emmy por sua personagem na produção da Hulu, Moira. Na vida pessoal, ela vive uma fase feliz no casamento com a produtora de OITNB, Lauren Morelli. "Eu tento aprender coisas novas sobre a minha esposa todos os dias. Eu admiro muito os casais que ficam juntos por décadas e tem uma relação que funciona", contou, em entrevista para a nova edição da "Marie Claire" norte-americana.

Apesar de ter sido criada por pais cristãos, ela admite que sua sexualidade nunca foi um tabu, pelo contrário. Christine e Dennis W.Wiley, que são pastores de uma igreja batista, também são ativistas na luta pelos direitos LGBTQ+, para sorte da filha.

Este ano o pai de Samira entregou um documento no Comitê Judiciário da Câmara em apoio à Lei de Igualdade, que prevê alteração na Lei de Direitos Civis de 1964, e pretende evitar a discriminação baseada na orientação sexual ou identidade de gênero. "Foi emocionante e muito impressionante vê-los fazendo isso. Ver meu pai lá em cima, contando a história da nossa família, me deixou orgulhosa dele e de quem eu sou", contou.

E dentro de casa, a luta pela diversidade também é assunto recorrente. Sua mulher está na linha de frente do projeto Trevor, que oferece suporte para jovens membros da comunidade LGBTQ em momentos de crise. "Nós damos suporte e apoiamos esse trabalho que salva vidas desses jovens".

Como atriz, ela também se preocupa com o espaço das mulheres negras. "Para mim é importante expandir para o público essa percepção do que uma mulher negra pode ser - porque ela pode ser o que quiser", enfatizou. Tanto é que ela conquistou o papel no filme de ficção científica "Bios" que havia sido escrito inicialmente para um homem branco. "O personagem era inicialmente um cara tipo John Wayne, que se dá bem durante o dia e ainda fica com a garota. Mas eu entrei no projeto e mostrei que era exatamente alguém como eu que eles estavam procurando", contou.

No bate-papo, Samira também falou que sua personagem em "The Handmaid's Tale" só prova que o showbusiness tem aberto os olhos para a diversidade. "Ser uma mulher negra, gay, que precisa interpretar uma mulher negra e gay é algo inestimável. É a prova de que o progresso está sendo feito", afirmou. E como ela consegue não se abater com a temática pesada da série? "Uma coisa que ajuda a superar as cenas pesadas do programa é minha crença de que a história será em última instância também uma esperança, um trunfo e a superação do caos. Eu acredito nisso na série e também acredito nisso pensando na América", finalizou.