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Ela passou a criar vestidos na adolescência e fatura quase R$ 2,5 mi ao ano

Negócio de vestidos de Karoliny a faz faturar quase 3 milhões ao ano - Divulgação
Negócio de vestidos de Karoliny a faz faturar quase 3 milhões ao ano Imagem: Divulgação

Marcelo Testoni

Colaboração para Universa

06/05/2019 04h00

A brasiliense Karoliny Buhcool, 29, é formada em Direito, mas tira seu sustento da marca de roupas que abriu depois de transformar um passatempo de adolescência em negócio.

"Quando eu tinha 16 anos comecei a desenhar, de forma intuitiva, vestidos para eu mesma usar e que acabaram conquistando minhas amigas. A partir daí, comecei a criá-los para vender e não parei mais", comenta Karol, que entendia de croquis de moda, mas nada de costura, por isso comprava tecidos e levava suas criações para serem produzidas em uma confecção.

De brincadeira a negócio milionário

Karol só foi ter noção de que a brincadeira poderia virar um negócio lucrativo quando suas costureiras passaram a não dar mais conta das encomendas, que não paravam de crescer. Ela conta que, em cada ida ao ateliê, levava de cinco a seis desenhos para serem confeccionados de uma só vez. Foi então que, ao completar 18 anos, decidiu profissionalizar o que já fazia.

"Parece mentira, mas eu comecei o meu negócio investindo R$ 50, que era o valor que eu tinha disponível na época para mandar fazer dois vestidos. Da venda desses vestidos eu fiz mais quatro e dos quatro oito e o negócio se iniciou dessa forma. Então, quando decidi abrir minha marca eu já tinha economias para justamente investir na expansão dela", explica Karol.

Batizada de So Cute, sua marca surgiu em meados de 2010 dentro de sua própria casa. Karol diz que começou divulgando suas peças em redes sociais e que fazia "garage sale" (em português, venda de garagem) para atender a clientela que atraia.

"Depois disso, busquei participar todo final de semana de feiras itinerantes que acontecem em pontos diferentes de Brasília, como a tradicional BSB Mix, que tem estandes de moda, para só depois evoluir para a abertura de lojas físicas", explica Karol.

Foi preciso superar desafios

Com a experiência de transitar com as feiras por várias localidades da cidade, Karol pôde, em suas palavras, vencer a imaturidade como empresária, principalmente por não saber lidar, àquela altura, com trâmites burocráticos que chegaram a lhe render prejuízos financeiros.

"Foi um percurso longo e difícil. Na minha primeira participação em feira tive enormes dificuldades, não sabia nem mesmo lidar com nota fiscal e, por desconhecimento, levei até uma multa tributária. Tive que pagar um valor três vezes maior do que o das vendas do primeiro dia".

Pelo lado positivo, Karol diz que também aproveitou essa oportunidade para propagar ainda mais sua marca e receber dos consumidores um feedback direto que a ajudou a aperfeiçoar e expandir a variedade de produtos. Se primeiro vieram os vestidos, hoje Karol conta com linhas de peças que incluem blusas, macacões, saias e até acessórios, como bolsas, brincos e pulseiras. "Meu ticket médio gira em torno de R$ 230 e as peças na faixa de R$ 49, para acessórios, até R$ 399, em se tratando de um vestido longo", observa.

Três lojas e um e-commerce ativo

Com o retorno financeiro dos primeiros anos, Karol inaugurou sua primeira loja em 2012, no setor sudoeste de Brasília. Na sequência vieram mais duas unidades, uma no DF Plaza Shopping, na mesma cidade, e a terceira em São Paulo, na região conhecida como Jardins.

"Tenho as três lojas físicas, mas também um e-commerce, que corresponde à parte mais expressiva do faturamento comercial como um todo, que é de R$ 200 mil ao mês. Faço vendas para todo o país e até mesmo para clientes no exterior, principalmente nos Estados Unidos", explica Karol, que se orgulha de ter aprendido tudo o que sabe na prática, sem nem mesmo ter formação nessa área, e hoje atua à frente do departamento de estilo e pesquisa de sua marca.

"Dentro de vários departamentos que a empresa tem hoje, sou responsável pela parte de produto e gerenciamento. Conto também com pontos de apoio administrativo em Brasília e em São Paulo, que é onde fica a sede. Em se tratando de funcionários, tenho e estão divididos dentro de duas modalidades. Tenho trinta funcionários diretos na operação comercial e centenas de funcionários indiretos, pois toda a minha produção é terceirizada", conclui.

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