Topo

Transforma

Mulheres protagonizam um mundo em evolução


Conheça Karen Uhlenbeck, a primeira mulher a vencer o "Nobel" de Matemática

Divulgação
Imagem: Divulgação

Da Universa

29/04/2019 18h12

Pela primeira vez na historia, uma mulher recebeu o Prêmio Abel, conhecido como o Nobel da matemática. A americana Karen Uhlenbeck, de 76 anos, é professora emérita da Universidade do Texas, em Austin, e Senior Research Scholar da Universidade de Princeton e do Instituto de Estudos Avançados. A nomeação foi feita em função do "impacto fundamental de seu trabalho em análise, geométrica e física matemática" e lhe rendeu um prêmio de 700 mil dólares -- o equivalente a cerca de 2 milhões e 759 mil reais. O Abel, criado em 2003, só havia nomeado homens até então.

Em entrevista ao site da "Glamour" americana Karen contou como recebeu a notícia. "Eu estava na igreja e recebi uma mensagem de texto de Alice Chang dizendo para procurar uma ligação perdida da Noruega. Apertei o botão e liguei de volta. Foi aí que eles me disseram que eu havia ganhado. Precisei me sentar", contou ela.

"Desde que ganhei o prêmio, recebi inúmeros e-mails de mulheres que me diziam o quanto eu era importante. Foi muito gratificante", diz ela, que revelou usar sua profissão para incentivar outras estudantes interessadas no assunto.

"Quando eu era jovem eu não podia me dar ao luxo de ter o cabelo colorido, por exemplo. Tinha que ter mais cuidado. Não dava para pintar os fios de roxo e dar aulas de cálculo. Mas acho que se pensar nas meninas que não escolhem a matemática o problema começa muito cedo. Não sei quantas delas escutam que não devem escolher matemática por serem mulheres. E que uma mulher não estuda isso. Sei que isso ainda acontece muito, apesar de estar melhorando".

Entre seus trabalhos de destaque está o em aplicações harmônicas, que fizeram dela uma das pioneiras da área de análise geométrica. Ela também é responsável pela descrição das complexas formas das películas de sabão em espaços curtos abstratos e de alta dimensão.

Apesar de ainda não saber o que fará com o prêmio uma coisa é certa: ela deve continuar incentivando outras mulheres.

Mais Transforma