PUBLICIDADE

Topo

Pausa

Pare, respire e olhe o mundo ao redor


Lily Collins: "Parecer delicada não significa que sou frágil"

A atriz Lily Collins - Reprodução/Instagram
A atriz Lily Collins Imagem: Reprodução/Instagram

Da Universa

28/04/2019 20h47

A atriz Lily Collins revelou, em entrevista ao jornal "The Guardian" publicada no domingo (28), que tem uma tatuagem com uma frase que é uma máxima em sua vida: "A verdadeira delicadeza não é frágil". Ela questiona o fato de ser delicada com a suposição de que, por causa dessa característica, seria uma mulher cheia de fragilidades.

E explica que é o contrário, principalmente diante de suas últimas escolhas no que diz respeito ao trabalho. Um dos seus papeis mais recentes é interpretando a namorada do serial killer Ted Bundy, que matou mais de 30 meninas e mulheres nos anos 1970, nos Estados Unidos. O filme "Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile" ("Extremamente Malvado, Chocantemente Mau e Perverso", em tradução livre), entra no catálogo da Netflix em 3 de maio.

Sobre o longa, Lily comenta que, durante a preparação para o papel, ela passou dias acordando no meio da madrugada, às 3h. "Despertava com flashes de imagens do fim de uma luta. Descobri que esse horário é momento em que a divisão entre os mundos [dos vivos e dos mortos] fica mais sensível", diz, dando a entender de que os espíritos das vítimas de Bundy poderiam estar tentando contatá-la. "Não me assustei. Senti como se as pessoas estivessem dizendo: "Estamos ouvindo. Estamos aqui para apoiar. Obrigado por contar a história."

Ela também falou sobre a preparação que fez para o filme "O Mínimo Para Viver" (2017), em que interpreta uma personagem anoréxica. "Participei de sessões de terapia em grupo com anoréxicas em recuperação. Eu não queria que elas pensassem que eu estava sendo intrometida. Eu queria que eles soubessem que eu realmente poderia me envolver com suas histórias", relembra. "Me encorajou a ir mais fundo e contar a verdade."

A própria Lily já viveu um período de tensão em relação à aceitação corporal. No livro "Sem Filtro", de 2017, ela conta que, começando uma carreira de modelo e percebendo a importância de sua aparência, começou a passar fome, se exercitar obsessivamente e se tornar viciada em diuréticos e laxantes aos 16 anos. Até hoje, ela conta, muitas jovens a escrevem no Instagram, onde tem mais de 14 milhões de seguidores, dizendo que vivem situações semelhantes e compartilham das inseguranças relatadas por ela. "Entendo perfeitamente o que elas estão passando."

Pausa