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Arquiteta cria arranhadores para gatos e fatura quase R$ 300 mil ao ano

Celi Yamamoto resolveu fabricar arranhadores, pois não gostava dos modelos que encontrava para seus gatos. - Arquivo pessoal
Celi Yamamoto resolveu fabricar arranhadores, pois não gostava dos modelos que encontrava para seus gatos. Imagem: Arquivo pessoal

Marcelo Testoni

Colaboração para Universa

16/03/2019 04h00

A paulistana Celi Yamamoto, 53, é apaixonada por gatos e viu neles uma oportunidade de ganhar dinheiro. É que depois de trabalhar com arquitetura, sua área de formação, vender roupas e até ser dona de academia, ela, sem saber o que fazer da vida, teve a ideia de criar arranhadores de papelão para gatos, mas com design moderno e que não estragam fácil.

"Gatos adoram arranhar, mas os arranhadores de papelão que buscava para comprar para os meus não me agradavam, pois duravam pouco, eram feios e fracos e sujavam tudo. Foi quando resolvi criar um modelo, mesmo feito de papelão, com qualidade superior, que não esfarelasse rápido a ainda enfeitasse minha casa", comenta Celi, que, em 2014, desenvolveu sua primeira peça e a publicou nas redes sociais, obtendo grande retorno positivo dos amigos, que a incentivaram a abrir um negócio.

Apaixonados por gatos se atraem

Celi investiu menos de R$ 1.000 mil para desenvolver, em casa, com ajuda do pai, uma pequena produção de peças, com logomarca e cores variadas, e abriu site e redes sociais para se lançar no comércio online. Ela conta que, aos poucos, a clientela de sua empresa, batizada de Gato Moderno, foi surgindo, aprovando a qualidade e o desenho de seus arranhadores. Porém, como vendia pouco, entre dez a 15 peças por mês, não estava satisfeita com o resultado.

"Dois meses após abrir a empresa, decidi participar de uma feira da ONG Adote Um Gatinho, fundada por Juliana Bussab e Susan Yamamoto, em São Paulo, e levei 50 arranhadores, que vendi em duas horas", relembra Celi, que, surpresa com o resultado, passou a apostar em eventos e parcerias com mais ONGs, como Mundo Gato e Catland, revertendo parte do seu lucro para a causa animal, e a participar de feiras de empreendedorismo voltadas para o setor de pets, a fim de atrair lojistas.

Para bombar o Instagram, que virou o grande impulsionador da marca, Celi também fez de seus quatro gatos influenciadores digitais e, além de expor suas rotinas com as peças que fabricava, começou a postar dicas, relatos divertidos e a divulgar os pets dos clientes.

Celi trabalha com modelos de arranhador de papelão com acabamento em MDF ou acrílico - Arquivo pessoal
Celi trabalha com modelos de arranhador de papelão com acabamento em MDF ou acrílico
Imagem: Arquivo pessoal

Negócio promissor no Brasil e no mundo

Hoje, os produtos da Gato Moderno incluem arranhadores de diversos modelos e que variam de R$ 79 a R$ 450, além de brinquedos feitos de papelão, como caixas que são labirintos. Celi faz vendas diretas pelas redes sociais, email, WhatsApp e site da marca, mas também conta com revendas feitas por pet shops e grandes redes, como Cobasi (só dessa empresa ela fornece para 25 lojas) e Petlove, que é um dos maiores e-commerces voltados para bichos no Brasil.

"Deixei de ser MEI (microempreendedor individual), pois meu faturamento aumentou consideravelmente e chego a tirar R$ 280 mil ao ano. Daqui para frente, penso em expandir ainda mais para pequenos pet shops e, quem sabe com ajuda, vender também para o exterior, pois tenho clientes lá fora que dizem não encontrar nada parecido com o que faço", revela Celi, que, com o aumento dos pedidos, precisou deixar a fabricação caseira em 2017 e tem atualmente dois funcionários e dois depósitos de self storage alugados, onde estoca matéria-prima, peças semi-prontas e prontas, e desenvolve sua produção artesanalmente.

Diferenciais que conquistam gatos e humanos

De várias cores e modelos, os arranhadores de Celi também podem ser usados como caminha - Arquivo pessoal
De várias cores e modelos, os arranhadores de Celi também podem ser usados como caminha
Imagem: Arquivo pessoal

Celi credita a boa aceitação dos seus produtos por parte dos consumidores e também das lojas que os revendem a uma série de fatores, entre os quais a boa durabilidade das peças; o design, que é funcional para gatos e bonito para humanos; a preocupação com a natureza, uma vez que não trabalha com produtos químicos nocivos e utiliza matérias-primas que podem ser recicladas; a variedade de linhas com preços para atender clientes variados; e sua afinidade pessoal com gatos.

"Enquanto os arranhadores convencionais são feitos de papelão reciclado, que tem fibras trituradas, por isso é mais molinho, dura menos de um mês e faz muita sujeira, os que eu produzo são de papelão kraft virgem, que é mais resistente e tem durabilidade média de oito meses se for usado por até dois gatos. Além disso, como trabalho com refis, é só substituir o papelão desgastado por um modelo novo, mantendo as partes fixas e os acabamentos de acrílico ou MDF", conclui Celi, que também leva em consideração a ergonomia dos gatos para projetar peças que podem ser utilizadas para arranhar, mas também empoleirar e dormir.

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