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Slow sex: 7 dicas para fazer sexo mais devagar, mas nada monótono

Investir mais no sexo oral e separar pelo menos 30 minutos para a relação são algumas das dicas - Getty Images/iStockphoto
Investir mais no sexo oral e separar pelo menos 30 minutos para a relação são algumas das dicas Imagem: Getty Images/iStockphoto

Heloísa Noronha

Colaboração com Universa

12/12/2018 04h00

Embora a prática não garanta os orgasmos duradouros do sexo tântrico, que podem se estender por horas, o slow  sex (ou sexo lento) também é uma forma de aprofundar a conexão com o par e, através de movimentos mais lentos e suaves, obter prazer intenso e gozar de maneira mais gostosa. Esses benefícios acontecem porque o clímax feminino é mais prolongado e o homem leva mais tempo para ejacular. Ficou interessada? Siga os seguintes passos:

Veja também: 

1. Planeje a ocasião

O sexo lento precisa ser levado ao pé da letra. Ou seja, não combina com uma rapidinha de manhã antes de ir trabalhar. É preciso investir tempo e buscar um lugar tranquilo e livre de interrupções ou interferências externas. Um motel é o lugar mais indicado, já que o casal escapa do ambiente doméstico e suas preocupações. Em muitos casos, sexo bom exige planejamento. Assim, os dois devem estar descansados e relaxados e, se tiverem filhos, deixá-los aos cuidados dos avós para curtirem a ocasião.

2. Desacelere

O ideal é que tudo --tudo mesmo!-- seja feito em um ritmo mais lento, para que cada etapa seja curtida ao máximo. Até mesmo o ato de tirar a roupa deve demorar mais. Os beijos devem ser mais suaves e as carícias, mais delicadas. A ideia é que o slow sex permita e estimule uma profunda conexão: um fica muito mais sensível ao outro, prestando mais atenção nas reações, vendo tudo mais de perto, entendendo melhor como o outro pensa, sente e age. Isso tudo é um ótimo aprendizado e pode ser levado para as questões do dia a dia, gerando mais empatia, vínculo, reciprocidade e comunicação, inclusive longe do quarto.

3. Sexo oral sem pressa

O sexo oral costuma ser a parte principal das preliminares --e, para muitos casais, o rito de passagem para a penetração. Por isso, à medida que vai rolando, é comum que a vibração e o ritmo da língua vá aumentando. No slow sex, cada movimento --mesmo que a pessoa que está recebendo não resista e peça mais "atitude"-- precisa ser vagaroso e suave. É para sentir o gosto e a reação um do outro (ou seja, a dica vale também para o 69) em toda a sua completude.

4. Invista, no mínimo, meia hora

Está achando muito? Pois saiba que as mulheres, em geral, precisam de pelo menos 20 minutos de preliminares para se excitarem adequadamente. Portanto, meia hora apenas de carícias é o tempo ideal para ter um slow sex de qualidade. Mas atenção: não adianta puxar o freio nas preliminares e depois acelerar o ritmo durante as posições. É para reduzir a marcha durante todo o processo, viu?

5. Livre-se das cobranças

Segundo os especialistas, quando a proposta é o encontro sexual desacelerado, as expectativas e as exigências (em relação a si mesma e ao outro) passam a não fazer sentido, porque a ideia é curtir a cumplicidade. É uma forma, inclusive, de trabalhar a própria ansiedade e de praticar uma espécie de "mindfulness sexual", liberando a mente de qualquer preocupação.

6. Use cosméticos sensuais

Géis de massagem, óleos aromáticos, sabonetes com efeito quente ou frio e velas que derretem em contato com o corpo são uma boa pedida para vivenciar o slow sex, uma vez que estimulam os sentidos, ajudam a explorar melhor as zonas erógenas, aumentam a sensibilidade e permitem uma maior conexão entre os dois. Além de usar as mãos, por exemplo, para estimular o par, é possível fazer o mesmo com outras partes do corpo, sempre de maneira suave e lenta.

7. Deixe a penetração para o final

Até porque ela não é o propósito, mas, sim, uma consequência do slow sex. E, mesmo durante a penetração, é bom, pelo menos no comecinho, evitar os movimentos mais rápidos que podem acelerar o orgasmo --lembrem-se que a essa altura os dois já devem estar a ponto de bala! É importante cadenciar os movimentos sempre que perceber rapidez, porque a lentidão fará com que o clímax surja num crescendo e seja bem intenso para os dois. Nessa prática, o caminho é mais importante do que a chegada. Então é preciso curtir todo o trajeto e aproveitar cada detalhe do percurso.

FONTES: Breno Rosostolato, psicólogo, educador sexual e cofundador do projeto de imersão para casais LovePlan; Priscila Junqueira, psicóloga especialista em Sexologia pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e autora do ebook “Sua Sexualidade”, e Samara Marchiori, psicóloga, sex coach e palestrante da marca de produtos sensuais Intt Cosméticos

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