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Fatos curiosos sobre o swing vão de "camão" a regras da suruba

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Imagem: Getty Images

Priscila Rodrigues

Colaboração com Universa

16/10/2018 04h00

A troca de casais é uma prática sexual que gera muita curiosidade e fantasia. Na realidade, não se trata de um costume moderno, nem é a bagunça generalizada que muita gente acredita. Eis alguns fatos sobre o swing que provam isso:

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Swing romano

Várias culturas antigas, como a romana, não tinham grande apreço pela monogamia. Orgias, de modo geral, davam o tom à rotina do Império Romano, mas a troca de casais tal qual conhecemos hoje não passava por combinados e acordos.

Cuidado com as viúvas

Há uma teoria que alega que o swing moderno começou entre os pilotos da Força Aérea Americana e suas esposas durante a Segunda Guerra Mundial. Devido à taxa de mortalidade extremamente alta, os pilotos desenvolveram fortes ligações, o que implicava que se um deles morresse, o outro cuidaria das viúvas, sexual e emocionalmente.

Jogo das Chaves

Entre os anos 1950 e 1970 o Jogo das Chaves tornou-se popular nos Estados Unidos entre os casais que queriam vivenciar experiências diferentes. A prática, mostrada no filme "Tempestade de Gelo" (1976), de Ang Lee, consistia em, numa festa, cada homem deixar a chave do seu carro dentro de um pote. No final noite, as mulheres pegavam uma chave aleatória e "voltavam para casa" com o dono dela.

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Força nos anos 1960

A troca de casais no mundo ocidental começou a ganhar força nos anos 1960, possivelmente por conta dos movimentos de liberação sexual e do surgimento de métodos contraceptivos mais eficazes, como a pílula. Em 1963, surgiu na cidade de Berkeley, nos Estados Unidos, a "The Sexual Freedom League", uma das primeiras organizações oficiais de swing.

Swingueiro careta

Lançado em 1999, o livro "The Lifestyle: A Look at the Erotic Rites of Swingers", do jornalista Terry Gould, esmiuçou o estilo de vida de casais praticantes em diversas partes do mundo. Para grande surpresa (e decepção) de muitos leitores, a maioria deles tinha uma rotina extremamente conservadora e até careta em outros aspectos.

Balada liberal

A maior parte das casas de swing de hoje têm um perfil de "balada liberal" e são frequentadas por homens e mulheres que, em muitos casos, só querem alimentar seu lado voyeur. Pistas de dança, shows de striptease e postes de pole dance são recorrentes nas áreas, digamos, mais públicas dessas casas. Até há pouco tempo atrás, homens não podiam frequentar esses clubes sozinhos, mas hoje isso é permitido via ingresso mais caro.

"Camão" e mais

Para aqueles que realmente querem se jogar no swing, as áreas reservadas contam com dois ambientes básicos. O primeiro conta com o chamado "camão" ou tatame, onde vários casais transam ao mesmo tempo e podem ser observados por outras pessoas. O recinto também é palco de surubas. E o segundo cenário convencional é o Dark Room, uma sala totalmente às escuras com poltronas ou sofás onde a audição e o tato são mais importantes do que a visão. Para o bem-estar geral, todos os ambientes contam com lenços de papel e álcool gel à disposição. Muitos clubes e casas oferecem ainda o Labirinto, um corredor às escuras para troca de carícias sem saber quem está pegando quem.

Divisões do swing

Existem tipos de swing e variações na troca de casais. No Soft Swing, por exemplo, os diferentes parceiros trocam carícias, beijos ou sexo oral, mas não há penetração. Ela é permitida no Hard Swing. MFFM é o swing entre mulheres bissexuais e homens heterossexuais; MFMF, entre mulheres e homens heterossexuais; FMMF, entre mulheres heterossexuais e homens bissexuais, e MMFF, swing entre mulheres e homens bissexuais.

Regras

Ao contrário do que muita gente pensa, swing não é bagunça e tem até algumas regrinhas a serem seguidas. Por exemplo, se alguém for abordado e não estiver a fim, o "não" é respeitado na hora. Ninguém é coagido a fazer o que não quer. Em geral, as pessoas são sutis: basta um olhar, um toque discreto ou sentar-se ao lado de um "alvo" para o convite para a troca ficar bem entendido. Em encontros particulares ou em boates, o uso de celulares costuma ser totalmente proibido para evitar registros indesejáveis.

LIVROS CONSULTADOS:

"A Cama na Varanda" (Ed. Best Seller), de Regina Navarro Lins

"The Lifestyle: A Look at the Erotic Rites of Swingers" (Vintage Canada), de Terry Gould

"Uma Breve História do Sexo" (Ed. Gaia), de Claudio Blanc

ENTREVISTADOS:

Marcelo*, 45 anos, e Sofia*, 46 anos, praticantes há seis anos

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