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7 bobagens que toda mulher já ouviu sobre sexo

"Transar em pé ajuda a evitar a gravidez" é mito  - Getty Images
"Transar em pé ajuda a evitar a gravidez" é mito Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

13/08/2018 04h00

Muita sandice já foi feita e falada envolvendo o sempre palpitante tema do sexo. Algumas, felizmente, já foram abolidas, como a crença de que a masturbação pode levar à loucura. Outras, no entanto, continuam a ser perpetuadas. E não deveriam, porque só trazem como consequência ignorância, desrespeito e repressão. Eis alguns exemplos:

1. Nenhuma mulher deveria transar menstruada

Várias ameaças furadas sustentam essa besteira, como o risco de o fluxo "subir para a cabeça", o perigo de fazer mal à saúde e até a fábula sem comprovação científica de que o sangue menstrual é sujo e danoso para o homem. Bom, não existe um "compartimento exclusivo" destinado ao sangue da menstruação: ele é igualzinho ao que circula no restante do corpo. A diferença é que, como é eliminado via descamação do endométrio, contém tecido uterino. A não ser que a mulher tenha algum tipo de DST, não há risco para a saúde. O preservativo é recomendado porque o colo do útero fica mais suscetível a infecções nesse período. Desde que o casal esteja a fim, não há mal nenhum em fazer sexo durante a menstruação.

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2. Quanto maior o pênis, maior o prazer

Embora merecesse já ter sido banida há tempos das conversas sexuais da humanidade, essa bobagem continua a ser perpetuada. Porém, não corresponde à realidade. O tamanho médio do pênis do homem brasileiro, para se ter uma ideia, é de 14cm a 16cm em ereção. Porém, sabe-se que 12cm são suficientes para proporcionar prazer. Vale lembrar que, mais do que as dimensões penianas, o que conta na hora H são as preliminares, as posições, as carícias, a pegada e a criatividade. Além do mais, pênis muito grandes acabam provocando dor, pois o movimento incessante de vaivém pode machucar o colo do útero.

3. Transar em pé evita gravidez

É bom não cair nessa. Independentemente da posição, o jato ejaculatório tem velocidade suficiente para atingir o colo do útero. Mesmo que haja uma quantidade pequena de espermatozoides, se a mulher estiver no período fértil existe uma grande possibilidade de engravidar, sim. Aliás, os espermatozoides vivem de 36 a 40 horas no organismo feminino --mesmo se a garota ovular somente na manhã seguinte, por exemplo, à transa encostadinha na parede, há o risco de uma gestação.

4. Camisinha tira o prazer do homem

Essa desculpa esfarrapada que muita mulher já teve de engolir não pode mais ser levada em consideração, assim como aquela máxima machista de que "transar de camisinha é como chupar bala com papel". Ok, pode haver uma diminuição da sensibilidade, mas tirar o prazer é um enorme exagero, além de meio reducionista, não é mesmo? Afinal, será que os caras não têm prazer com as preliminares, por exemplo? Além do mais, existem mil e uma maneiras criativas e gostosas de fazer do preservativo um aliado da transa: escolher uma versão bem fina, apostar em modelos com sabor ou divertidos, aplicar lubrificantes que esquentam ou esfriam etc.

5. Sem escândalo, não há orgasmo

A indústria do cinema --desde as produções convencionais até as pornôs mais radicais-- e até algumas obras-primas da literatura colaboraram para que se fixasse no nosso imaginário a ideia de que uma mulher, quando goza, precisa gritar, urrar, se contorcer, revirar os olhos, ouvir fogos de artifício e visualizar unicórnios. Sim, é possível realmente vivenciar orgasmos bombásticos, mas nem sempre. Existem clímax silenciosos, rápidos, que dão calor, que proporcionam só uma leve estremecida, que parecem explodir a vulva, quase imperceptíveis. Tudo depende do momento, do dia, do par, do astral da mulher. Uma mesma garota, inclusive, pode ter orgasmos diferentes com o mesmo cara. Não há regra.

6. Homem gosta mais de sexo do que mulher

E também não consegue "se segurar", né? E trai por "questões biológicas". Apenas não. Quanta bobagem. Mulher gosta de sexo do mesmo jeito que homem, só que a educação machista, repressora e conservadora até então dominante levou a sociedade a pensar de um modo que justificasse o comportamento do homem como "natural". Embora muita gente ainda pense assim, o fato é que também existe muita gente que nem liga e pensa e faz o que quer.

7. A mulher que transa muito fica com a vagina "larga"

Trata-se de um antigo mito que, possivelmente, surgiu com o intuito de reprimir a sexualidade feminina e amedrontar as mulheres. Não há evidência científica de que a frequência sexual ou até mesmo o tamanho dos pênis dos parceiros tenham o poder de interferir na anatomia da vagina. Ela é elástica e pode se expandir e contrair conforme a necessidade. Um bom exemplo? Um parto.

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