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Curada do TOC, Luciana Vendramini namora psicanalista: "É divertido'

A atriz Luciana Vendramini fala sobre a superação da doença - Manuela Scarpa/Brazil News
A atriz Luciana Vendramini fala sobre a superação da doença Imagem: Manuela Scarpa/Brazil News

Carolina Martins

Colaboração para Universa

27/03/2018 18h33

Após o drama de ter vivido durante cinco anos com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Luciana Vendramini está curada, e há um ano e meio vive um romance com o psicanalista italiano Francisco Borges. "Hoje, é divertido namorar psicanalista, mas talvez na época fosse estranho”, contou ela à Universa durante a estreia da peça "Love Love Love", de Mike Bartlett, em São Paulo. Francisco não foi o responsável pelo tratamento da amada. 

“Namorar o Chico é muito bom porque conversamos muito sobre os grandes pensadores e busco através da palavra, resposta. Com ele vou adquirindo mais informações quando dou palestras, vou a faculdades, a hospitais, porque tenho mais argumentos para falar”, completou.

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Na opinião de Luciana, doenças psicológicas passam como invisíveis, sem hora para surgirem e atingem qualquer um. E o TOC, que ela adquiriu em 1997, é uma doença das mais complicadas. “Ele dá uma maquiada nas manias. A pessoa acha que está se organizando, mas ao mesmo tempo ela está desorganizada. Então, é mais difícil porque você tem a lucidez da doença, daquelas manias que você acaba fazendo, ou de lavar muitas vezes a mão, fechar a porta, então a gente não consegue admitir que é uma doença e ela vai chegando a um nível muito perigoso”.

“Até mesmo a medicina e os estudos psiquiátricos não conseguem ainda uma resposta. Ficamos refém, estamos em alerta, mas é completamente diferente depois de ter sido tratada. Me sinto muito curada”, disse.

O maior obstáculo da atriz para atingir a cura da doença foi querer. “Vejo muita gente se fazendo de vítima de doenças psicológicas. Às vezes para chamar atenção, uma carência. É uma doença que exige uma autoconsciência: quero me cuidar, quero me tratar e vou. Eu consegui”, disse. “A doença só pode ser visível a partir do momento que a gente não tiver mais o medo, a vergonha e acabar com esse tabu que doença psicológica é coisa de louco”.

Luciana tem se dedicado ao primeiro projeto relacionado ao assunto: lançará um livro sobre o TOC. “Não é uma biografia. Nem tenho essa pretensão. O livro fala desse período da minha vida: como apareceu, o tratamento, as minhas buscas para se tratar e curar e o mais importante, como a família foi preparada para viver e lidar com uma pessoa com um problema assim”.

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