PUBLICIDADE

Topo

Relacionamentos

Idade para casar não existe, mas esperar é sinal de maturidade

A atriz Bruna Marquezine e o jogador Neymar, que terminaram nesta semana -
A atriz Bruna Marquezine e o jogador Neymar, que terminaram nesta semana

Adriana Nogueira

Do UOL

24/06/2017 04h00

Bruna Marquezine, 21 anos, e Neymar, 25, terminaram o relacionamento, e o motivo seria que o jogador pediu a atriz em casamento e ela disse não, por se achar muito nova. Para a psicóloga e terapeuta sexual Margareth dos Reis, doutora em ciências pela USP (Universidade de São Paulo), e a psicóloga especialista em desenvolvimento humano Marilena Bigoto, a maturidade –mais do que a idade—deve guiar a decisão de casar ou não.

“A idade conta pouco. É preciso ter maturidade para bancar a escolha de conviver com alguém sob o mesmo teto”, declara Margareth.

A terapeuta, no entanto, reconhece que, ao passar a fase de estudos e de inserção no mercado de trabalho, a pessoa conquista uma compreensão maior do que a vida a dois exige compartilhar. O raciocínio é que acumular experiências ajuda a formar a capacidade de escolher com consciência.

Esperar a conclusão da educação formal e a conquista da estabilidade é uma tendência atual observada estatisticamente. Segundo a última edição da pesquisa “Estatísticas do Registro Civil”, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2015, a idade média dos homens ao casar está em 30 anos (em 2003, era 28) e a das mulheres, 27 (em 2003, era 25).

 

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, foram atrás de estudar a opção atual por casamentos mais tardios (vale lembrar que houve um tempo em que casar cedo era o esperado e natural). Um estudo da instituição, divulgado em janeiro, concluiu que pessoas que se casam entre 28 e 32 anos têm menos chance de se divorciarem nos primeiros cincos anos de casamento.

Ainda que a pessoa que propôs casamento sinta-se magoada diante da recusa do pedido, para Marilena, ela deveria enxergar de forma positiva e não se precipitar optando pelo rompimento.

“É um bom sinal alguém ser capaz de reconhecer que, em determinado momento, não consegue assumir um compromisso como o casamento”, diz a psicóloga.
Marilena fala que ao optar pelo término do relacionamento pode-se estar desperdiçando uma história de amor com potencial. “Não adianta. Em um casamento, um só não consegue segurar a onda de dois.”

Relacionamentos