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A Gisele na Colcci já cansou?

Gisele encerra o desfile da Colcci pela sexta vez - Alexandre Schneider/UOL
Gisele encerra o desfile da Colcci pela sexta vez
Imagem: Alexandre Schneider/UOL

VITOR ANGELO<br>Colaboração para o UOL

06/06/2007 00h20

Raramente uma modelo faz tantas campanhas consecutivas para uma mesma marca como a top Gisele Büdchen para a Colcci. Há o caso de Kate Moss para a Burberry e o dos "anjos" da Victoria's Secret, mas nenhum dos dois chega perto da relação Gisele-Colcci.



Como a moda vive de novidades e está sempre atrás do "next" (como já disse o crítico de moda Collin MacDowell), é de se estranhar mesmo essa durabilidade: Gisele já está no sexto desfile e campanha consecutivos para a grife.



Se para a Colcci investir na top continua funcionando como garantia de sucesso, para os fashionistas, a fórmula repetitiva já não provoca o mesmo efeito.



"A relação entre Gisele e a Colcci não é nem mais de uma muleta, já virou uma cadeira de rodas, e se continuar assim, daqui a pouco se transforma em uma maca", alfineta a editora de moda Regina Guerreiro.



O stylist Sylvain Justum concorda com Regina: "Já cansou, mas é uma marca que não tem a preocupação de se renovar muito".



Segundo a editora de moda da Vogue, Maria Prata, "para a gente [o povo da moda] já deu o que tinha que dar, mas para o grande público não". A jornalista tenta mudar o viés da participação de Gisele na marca: "Ela entra na Colcci não como modelo, mas sim como celebridade. O Brasil é um país que precisa do aval das celebridades".



Já a também jornalista Nina Lemos afirma que um pouco da canseira da top na marca é pela mesmice. "Faz seis coleções que é sempre igual. Vai ter tumulto para entrar no desfile, ela vai fazer as duas entradas com umas roupas bem básicas, vai ser ovacionada porque já virou um hábito inconsciente gritar quando a Gisele passa, todo mundo vai fotografar no celular e no final ela entra com a estilista aplaudindo a todos."



Quando se trata apenas de Gisele, sem a associação com a Colcci, até os mais críticos acabam se rendendo. "No exterior, Gisele faz poucas e boas campanhas e tem uma imagem glamourosa, mas o problema é que aqui no Brasil sempre a colocam com umas roupinhas tão ruins, que se eu fosse ela, cobraria um milhão para vestir aquilo", diz Regina Guerreiro.



Nina Lemos confirma: "A gente adora a Gisele, mas nós somos blasés".

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