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Análise: Permanente propõe convívio pacífico entre colonizador e colonizado em coleção étnica

Desfile da Permanente no Fashion Rio (15/06/05) - Alexandre Schneider/UOL
Desfile da Permanente no Fashion Rio (15/06/05)
Imagem: Alexandre Schneider/UOL

MARIANA ROCHA<br>Consultora de moda do UOL

15/06/2005 17h40

A marca Permanente, de Andrea Saleto, apresentou na tarde desta quarta (15), um desfile bonito, cujo tema era a mistura de etnias e convívio pacífico entre o colonizador e o colonizado. Muito "usável", a coleção apresentou peças frescas, agradáveis, descompromissado e de bom gosto.



Cores como cáqui, verde, laranja, turquesas, beje, cru e palha apareceram am tecidos naturais lisos ou com estampas de flores e frutas.



Camisas estilo saharienne, tipo safári, com bolsos, invocam o expedicionista, enquanto os vestidões amplos, estampados, remetem à África negra.



O colonizador europeu aparece ainda em blasers, e o novo mundo surge em saias amplas, estilo mexicano. Um adereço ocidental, o chapéu de palha, tipo panamá, convive com faixas tipo obi, de quimono japonês.



Nos vestidos misturavam-se harmoniosamente, sem choque, estampas diferentes em faixas de tecidos, como num tomara-que-caia com detalhe de pence no busto em tecido liso.



A marca apresentou ainda outros vestidos e blusas derivados de regata, um formato já visto no primeiro dia de Fashion Rio, no desfile da Maria Bonita. A indefectível saia ampla, godê, em "A", que marcou a silheta feminina no inverno, também reapareceu na coleção verão da Permanente.



Nos acessórios, a marca apresentou sandálias baixas, de couro trançado, e o uso de faixas, de várias larguras, finalizadas em laço (mais uma característica reciclada da moda inverno). Leia também|Balanço do segundo dia de desfiles no Fashion Rio|http://moda.uol.com.br/ultnot/2005/06/16/ult2976u23.jhtm

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