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Direitos da mulher


Após críticas, Joe Biden muda opinião sobre medidas restritivas ao aborto

2.mar.16 - Defensores do acesso legal ao aborto se manifestam em frente à Suprema Corte dos EUA - Saul Loeb/AFP
2.mar.16 - Defensores do acesso legal ao aborto se manifestam em frente à Suprema Corte dos EUA Imagem: Saul Loeb/AFP

Da EFE em Washington

07/06/2019 09h02

O candidato democrata à Casa Branca e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mostrou na quinta-feira sua rejeição a uma medida restritiva ao aborto que tinha apoiado durante décadas, após receber várias críticas de seus rivais e defensores da interrupção da gravidez.

A medida em questão, conhecida como Emenda Hyde, data de 1976 e proíbe que fundos públicos federais sejam usados para a maioria dos casos de aborto.

"Não posso justificar deixar milhões de mulheres sem acesso aos cuidados de que necessitam e a capacidade de exercer seu direito constitucionalmente protegido", disse Biden, durante um comício em Atlanta, capital da Geórgia, um dos estados que nas últimas semanas aprovou leis restritivas contra o aborto.

O apoio de Biden à Emenda Hyde esteve no centro da disputa democrata nos últimos dias, em uma época em que o aborto está mais uma vez no centro do debate político nos Estados Unidos.

Vários de seus rivais e entidades como a Planned Parenthood, a maior organização de planejamento familiar do país, criticaram Biden por esse posicionamento, que segundo as pesquisas é o favorito para vencer as primárias.

Os oponentes do aborto lançaram uma ofensiva nas últimas semanas com a aprovação de leis em diversos estados conservadores que proíbem a interrupção da gravidez na maioria dos casos, incluindo estupro e incesto.

Nos EUA, o aborto é legal na prática desde que a Suprema Corte, em 1973, declarou inconstitucional qualquer interferência do Estado na decisão da mulher sobre a gravidez.

Nos últimos anos, no entanto, o movimento conservador tratou que o Alto Tribunal, de maioria direitista, volte a estudar a sua constitucionalidade para reverter a decisão de 1973.