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Milhares vão às ruas de Milão contra o racismo

Mais de 150 mil pessoas se reuniram pelas ruas de Milão em marchas anti-racismo.  - Getty Images
Mais de 150 mil pessoas se reuniram pelas ruas de Milão em marchas anti-racismo. Imagem: Getty Images

da ANSA, em Milão

03/03/2019 13h56

Milhares de italianos tomaram às ruas de Milão, na Itália, neste sábado (2), para protestar contra o racismo no país. Batizada de "Pessoas. Primeiro as pessoas", a iniciativa foi organizada por centenas de associações, sindicatos e ONGs, incluindo Médicos Sem Fronteiras e a Anistia Internacional.

Segundo os organizadores, a manifestação pública tem o objetivo de "dizer que queremos um mundo que coloque as pessoas no centro", repleto de "inclusão, igualdade de oportunidades e uma verdadeira democracia para um país sem discriminação, sem muros, sem barreiras".

"A política do medo e da cultura da discriminação é perseguida sistematicamente para alimentar o ódio e criar cidadãos das classes A e B. Para nós, no entanto, o inimigo é a desigualdade, a exploração, a condição de precariedade", explicaram.

A ideia do ato é exigir políticas sociais melhores e eficazes para o trabalho, habitação, direito das mulheres, para as escolas e para a proteção de portadores de deficiência.

"Acreditamos que a boa política deve-se basear na afirmação dos direitos humanos, sociais e civis, porque pensamos que as diferenças - relacionadas a gênero, etnia, status social, religião, orientação sexual, origem e até mesmo na saúde - nunca devem se tornar uma oportunidade para segregar pessoas", afirma a organização do protesto.

Em sua conta no Twitter, o conselheiro de Políticas Sociais de Milão, Pierfrancesco Majorino, reiterou os princípios da manifestação e ressaltou que o "grande evento" na cidade serve "para derrotar o ódio".

Já o prefeito de Milão, Beppe Sala, também convocou todos os cidadãos para participarem da marcha. "Venham todos, todos com suas boas razões", disse em uma mensagem de vídeo.

"Eu quero testemunhar a minha vontade de ser contra todas as formas de discriminação, pela cor da pele, raça, sexo, orientação sexual, saúde", acrescentou. A expectativa é de que pelo menos 50 mil pessoas sejam mobilizadas. A caminhada antirracista teve início na rua Corso Buenos Aires e será finalizada na piazza Duomo.

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