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Semana de Moda de Nova York se despede com sonhadores e Drácula

12.fev.2020 - Desfile da Michael Kors durante Semana de Moda de Nova York - Idris Solomon/Reuters
12.fev.2020 - Desfile da Michael Kors durante Semana de Moda de Nova York Imagem: Idris Solomon/Reuters

Em Nova York

13/02/2020 07h45

Dos espetaculares modelos da Rodarte com um toque de Drácula aos acolhedores ponchos de Michael Kors, passando pela homenagem de Prabal Gurung aos sonhadores nova-iorquinos, essas são as últimas tendências da Semana de Moda de Nova York, que terminou ontem.

Michael Kors invernal

Michael Kors levou para passarela ontem um "glamour acolhedor" para os meses de inverno em sua coleção 2020, com looks confortáveis e protetores, mas também luxuosos.

Longos suéteres com tecidos pesados, casacos de cashmere, muito tartã e saias de tweed trazem a sensação de uma cabana com lareira e chocolate quente nas mãos.

As silhuetas são lânguidas, com ponchos e botas de montaria, na ideia de inverno de Kors, de 60 anos, que se inspirou tanto no campo quanto na cidade.

O músico de country canadense Orville Peck fez a trilha sonora ao vivo do desfile, e as atrizes Julia Louis-Dreyfus e Blake Lively estavam na primeira fila do desfile na Bolsa de Valores.

Beleza Rodarte

As fundadoras da Rodarte, as irmãs californianas Mulleavy, voltaram para Nova York pela primeira vez desde setembro de 2016 para apresentar sua coleção outono-inverno, após terem desfilado em Paris e Los Angeles.

Em uma Cidade Gótica, lembraram a todos na noite da terça-feira que seus modelos — assim como os de Marc Jacobs — são o mais próximo da Alta-costura que a moda americana tem para oferecer.

Apresentado em uma igreja episcopal de Manhattan, o desfile foi grandioso, seguindo a solenidade do local, com um toque gótico de conde Drácula.

Os bordados surgiram em profusão, com cristais, pérolas e flores, além de tecidos pintados à mão e lantejoulas.

A maioria dos vestidos era leve, mas com uma complexidade rara na moda prêt-à-porte, sem pesar.

As modelos usavam batons pretos e telas nos cabelos com looks góticos com uma lembrança de Drácula.

O desfile "começou na era da inocência" com um vestido de pois branco e vermelho com um ar dos anos 1940 usado pela supermodelo Bella Hadid, "e mergulhou no desconhecido", disse a estilista Kate Mulleavy em entrevista após o desfile.

Sua irmã Laura disse que foram integrados pela primeira vez vários elementos novos do prêt-à-porter, principalmente o jeans, mas "usando uma linguagem que continua elevada".

As estilistas são as favoritas de atrizes como Yalitza Aparicio e Kirsten Dunst, e abriram seu negócio a um público mais amplo.

"Se você vem a um desfile, devemos te levar a um lugar novo", disse Laura Mulleavy. "Mais tarde, dissecaremos as vestimentas que não são usadas na rua, mas aqui devem fornecer uma ideia", disse, em referência ao processo pelo qual se despojam as peças dos ornamentos da passarela.

Os sonhadores de Prabal Gurung

O estilista nova-iorquino nascido em Singapura e criado no Nepal, de 40 anos, apresentou sua coleção com uma grande homenagem a Nova York no 65º andar do Rockefeller Center, com uma vista de quase 360º da Big Apple, incluindo o Empire State.

Um pianista tocava música clássica enquanto as modelos -incluindo uma mulher mais velha, uma modelo plus size e uma transexual- desfilavam pela sala com vestidos e looks ecléticos para a noite, muitos acompanhados por boás, xales, jaquetas e estolas de plumas.

Mas os looks eram tão diferentes — de um elegante vestido tomara que caia em seda florida estampada e babados até os joelhos até um look em estampa animal com jaqueta de plumas brancas por cima — que deu a impressão de falta de coerência.

"Essa noite faço uma homenagem a vocês, nova-iorquinos de nome ou de alma, um coquetel de oito milhões de pessoas. Os ousados. Os desajustados. Os livres. Os belos, audazes, impossíveis sonhadores", descreveu Gurung.

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