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Esposa de candidato à Casa Branca conta que sofreu abusos de ginecologista

Esposa de candidato democrata à Presidência afirmou ter sido vítima de violência sexual por médico - Getty Images
Esposa de candidato democrata à Presidência afirmou ter sido vítima de violência sexual por médico Imagem: Getty Images

17/01/2020 17h17

Washington, 17 Jan 2020 (AFP) — Evelyn Yang, esposa do candidato democrata da Casa Branca, Andrew Yang, disse sexta-feira em uma entrevista à CNN que foi agredida sexualmente por seu ginecologista durante sua primeira gravidez em 2012.

"Todo mundo tem a história do #MeToo. É bastante comum", disse, referindo-se ao movimento que surgiu após a chuva de acusações que fizeram ao produtor de cinema Harvey Weinstein.

Seu ginecologista, Robert Hadden, um renomado médico graduado da Columbia University em Nova York, foi acusado mais tarde por cerca de vinte mulheres de abuso sexual.

Em 2016, o médico chegou a um acordo com a promotoria de Nova York e se declarou culpado de evitar a prisão, mas perdeu o direito de exercer a profissão e foi fichado como criminoso sexual.

Em 2012, os abusos do médico não eram conhecidos e ele exercia livremente a profissão.

Nas consultas, Yang percebeu que seu médico estava fazendo perguntas estranhas de natureza sexual, mas disse: "Ok, meu médico é um pervertido, mas vou me concentrar na saúde do meu bebê".

Um dia, quando ela estava grávida de sete meses, o ginecologista teria proposto um exame complementar ao final de uma consulta para "atraí-la para ele".

"Ele me despiu e me examinou internamente, sem luvas", disse a mulher à CNN. "Eu sabia que estava errado. Eu sabia que era uma agressão", contou.

O médico então saiu do consultório sem lavar as mãos.

Após esse episódio, ela decidiu mudar de ginecologista sem explicar ao marido o motivo.

Anos mais tarde, ela contou sobre a agressão em testemunho ao promotor de Nova York, que havia acusado Hadden.

Atrás nas pesquisas, Andrew Yang, um empresário sem experiência política, não participou esta semana do último debate democrata antes das primárias de 3 de fevereiro em Iowa.

Violência contra a mulher