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Sexo no pós-parto: 6 conselhos para casais que estão passando por essa fase

Casal cama - iStock
Casal cama Imagem: iStock

Heloisa Noronha

Colaboração para Universa

18/05/2020 04h00

Nem sempre é simples para os casais retomarem o sexo depois da chegada de um bebê. Expectativas, ansiedade, incômodos e hormônios estão em plena atividade, mas, com muito diálogo e cuidado, é possível atravessar essa fase delicada mais unidos.

Fontes consultadas: Carolina Freitas, mestre em psicologia e especialista em sexualidade da plataforma Sexo sem Dúvida; Cristina Carneiro, ginecologista e obstetra, de São Paulo (SP), e Denise Figueiredo, psicóloga e sócia-diretora do Instituto do Casal, em São Paulo (SP).

Dicas para vida sexual após a chegada de um bebê

  • Obedeçam às ordens médicas

    Se o parto foi normal, é preciso esperar entre 30 a 40 dias para retomar o sexo com penetração, tempo ideal para que o útero pare de sangrar e cicatrize. Também é o período em que ocorre a cicatrização completa da episiotomia, incisão no períneo para facilitar a retirada do bebê em alguns partos. No caso da cesárea, que exige um corte maior, a mulher deve aguardar entre 60 a 90 dias. Antes disso, movimentos bruscos e fortes, como o do sexo, podem causar muita dor, além de facilitar o risco de infecções. Acatar as orientações também é uma forma de a mulher se sentir mais segura e confiante.

  • Assumam os papéis que lhes cabem

    Sim, vocês agora são mãe e pai e precisam se dedicar a mil e uma tarefas para que uma criança se desenvolva de forma sadia. Porém, não devem se esquecer das "atribuições" de antes: homem e mulher. Quando estiverem juntos, lembrem-se disso e evitem se transformar em sócios na criação de um filho e nos cuidados com casa, em vez de aproveitarem a oportunidade para fortalecerem o vínculo conjugal.

  • Interrupções e surpresas podem acontecer

    Mas nada que não dê para retomar depois. É impressionante como a audição feminina - e a masculina também, para alguns homens - fica mais aguçada com a chegada de um filho. Qualquer mexidinha no berço é motivo de ir ao quarto do bebê dar uma espiada. Por isso, quando o casal voltar a transar, talvez a concentração na atividade na cama fique um pouco prejudicada. E, óbvio, a criança acorda muitas vezes ao longo do dia e da noite, o que exige dedicação total - e "impedimento" no namoro. Se não der para retomar depois, já que amamentação é uma atividade que demanda energia, foquem nos beijos, nos abraços, em dormir abraçados... Outra situação comum é, com os estímulos, jorrar leite dos seios logo nas preliminares. É normal, natural e não vai prejudicar em nada o desenvolvimento do bebê. Se o parceiro quiser experimentar também não há mal algum, mas é necessário higienizar bem o peito antes de dá-lo ao bebê.

  • Usem lubrificante

    A ação dos hormônios necessários para a gravidez e o parto leva as mulheres a ficarem menos lubrificadas, principalmente se estiverem amamentando. Por maior que seja a vontade de transar, nem sempre ficam molhadas o suficiente para que a penetração ocorra sem problemas. O uso de um lubrificante à base de água é imprescindível para minimizar o desconforto e impedir que o atrito do pênis provoque dor.

  • Redescubram-se - não só no sexo, mas na vida.

    Para algumas mulheres, o desejo pode demorar até um ano para voltar à ativa. Outras, assim que o ginecologista libera as relações já se sentem prontas para transar. E há, ainda, aquelas que tentam retomar o sexo, mas se sentem ansiosas, inseguras com o corpo e na hora experimentam dor. Seja qual for o caso, é importante que o casal lide com ele juntos. Cansaço, cuidados com o bebê, possíveis dificuldades com a amamentação e tarefas domésticas costumam tornar a vida dos pais, especialmente os de primeira viagem, um tanto caótico. Para que tudo flua bem na cama, é preciso que os dois sejam mais parceiros do que nunca, exerçam a empatiae, sobretudo, usem o momento para fortalecer o vínculo e não exigir muito um do outro, nem de si mesmos. Um dia vão estar a fim de namorar, no outro não, e tudo bem

  • Sexo não é só penetração

    Entendam que ficar fisicamente próximos nem sempre inclui transar. Aliás, vale lembrar que sexo não é só penetração. Existem diversos tipos de carícias - orais, por exemplo - que dão muito prazer. Retomar tudo aos poucos, com beijos, abraços e preliminares, é uma forma de se sentirem fisicamente conectados e intimamente ligados. Massagens e banhos a dois quando sobrar um tempinho são práticas que permitem explorar sensações e que também aumentam o vínculo.

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