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Se Conselho Fosse Bom

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

'Meu marido deu em cima da minha sobrinha e agora ele quer que eu o perdoe'

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Imagem: Pexels
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Karin Hueck

Karin Hueck é jornalista e escritora. Foi editora da revista "Superinteressante", colaborou para alguns dos maiores veículos do Brasil e tem 5 livros publicados. "Se conselho fosse bom" é uma coluna de conselhos sentimentais, existenciais e práticos. Está com problemas no trabalho? Sua família te enlouquece? Não sabe se casa ou compra uma bicicleta? Mande as suas dúvidas para o se.conselho.fosse.bom@bol.com.br As respostas são 100% anônimas

Colunista de Universa

30/04/2022 04h00

Está precisando de um conselho? Mande a sua pergunta para se.conselho.fosse.bom@bol.com.br

Sou casada há 27 anos, eu e meu marido vivíamos bem, até que ele começou dar em cima da minha sobrinha de 21 anos, que foi passar uma temporada na nossa casa. Ela um dia se aborreceu com ele, e me contou que há mais ou menos 1 ano ele a assediou, usando palavras obscenas, convidando ela pra cama etc. Ao tomar conhecimento, resolvi sair de casa e minha sobrinha também. Agora ele pede pra eu voltar, diz que é tudo mentira dela, e que se fosse verdade isso não seria motivo para terminar a parceria de 27 anos. Eu não consigo me imaginar com ele. Talvez se fosse fora de casa, outra mulher, eu o perdoasse, mas fiquei muito decepcionada com o ocorrido.
- Dentro de casa

- Cara Dentro de casa
Você não precisa perdoá-lo. Entendo que seja um casamento longo, mas o seu marido traiu a sua confiança de uma forma que talvez não seja reversível mesmo. E não tem nada de errado em sentir o que você está sentindo. Que bom que a sua sobrinha teve a coragem de te contar o que aconteceu - e de se desvencilhar dos avanços dele. E, honestamente, os argumentos que o seu marido está usando para você voltar não parecem muito convincentes "é mentira, mas, mesmo se for verdade, o quê é que tem?" Tome o seu tempo para tentar digerir a situação, mas tire da sua cabeça que você precisa perdoá-lo - porque isso não é verdade.

Sou divorciado e tenho mais de 50 anos. Já conheci algumas mulheres nos últimos tempos. Algumas não passaram de um bom bate papo, mas tive também dois relacionamentos. Nos dois casos, depois de algum tempo juntos, de repente, sem justificativa nenhuma, as mulheres esfriaram e praticamente sumiram. Isso sem nenhuma briga, mal entendido, ou nada que pudesse estremecer a relação, O único detalhe em comum é que conheci essas mulheres em aplicativos de relacionamento? Essas ferramentas são muito interessantes, mas, como me falaram, é como ganhar na loteria. O que eu fiz de errado?
- Na vida dos apps

- Caro Na vida dos apps
Às vezes uma coincidência é só uma coincidência. Concordo que se relacionar via aplicativo tem os seus desafios e etiquetas particulares, mas, uma vez que as conversas viraram relacionamentos da vida real, não vejo por que essa forma de contato inicial acabe atraindo apenas pessoas que acabam desaparecendo sem nenhuma explicação. Acredito que você tenha dado azar com essas suas duas namoradas que sumiram. (Desaparecer sem maiores satisfações, o chamado "ghosting": isso, sim, aparenta ser um fenômeno dos relacionamentos modernos, não importa de que maneira eles tenham começado. Talvez o que você esteja sentindo é esse estranhamento geracional.) Meu conselho é que você não elimine os aplicativos da sua vida por causa dessas duas experiências. Conhecer gente legal e se relacionar sempre pode ter os seus desafios, não sei se daria pra eliminar essa parte.

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