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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Tesão e lágrimas: nas redes, histórias reais de transas péssimas

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Ana Angélica Martins Marques

Ana Angélica Martins Marques

https://universa.uol.com.br/colunas/morango

Ana Angélica Martins Marques, a Morango, é mineira de Uberlândia, jornalista, fotógrafa e DJ. É também autora do livro de contos Quebrando o Aquário. Passou pela décima edição do Big Brother Brasil e só foi eliminada porque transformou o temido quarto branco no maior cabaré que você respeita. É vegetariana e cuida de três filhos felinos: Lua, Dylan e Mike.

Colunista de Universa

17/03/2021 04h00

Já fiquei com uma jornalista famosa. Bissexual. Falava que fazia e acontecia, contou mil casos, disse que transou no banheiro da academia, no banheiro do restaurante e não sei mais o quê. Me convenceu. Fomos pra cama. Era uma estrela-do-mar. Não fazia na-da.

Bem, a decepção, antes de matar, humilha. Não foi só um date ruim. Foi um dos piores de toda a minha vida. Mais do que lidar com uma estrela-do-mar (que é a posição do equinoderme que algumas pessoas assumem na transa e assim ficam, imóveis, para todo o sempre), foi um rolê extremamente desgastante.

Voltando pra minha casa, além de não ter gozado, fui pega no meio do caminho por uma enchente. O céu tava desabando. Fiquei ilhada e tive que passar a noite num motel não de quinta, mas de quinquagésima categoria, desses que a gente tem nojo de triscar no sabonetinho. Era o que tava aberto.

Anos depois - tipo anteontem - lembrei desse fato e comentei no Twitter, que uso como um diário público.

O nome, ou qualquer outra pista sobre a identidade dela, eu preservo. Faz parte do código de ética sexual tácito que mantenho. Não custa. Mas contar o milagre sem entregar o santo é divertido e, por que não, educativo: nada mais reconfortante que saber que a gente não é a primeira, nem será última pessoa do mundo a dar uma bimbada ruim do caralho.

Meu desabafo no microblog inspirou outras pessoas a revelarem alguns de seus desencontros amorosos - e eis aqui o puro suco de safadeza e lágrimas. Prepara o lencinho.

"Uma mina fez um boquete e pediu pra avisar quando eu fosse gozar. Eu avisei, ela parou, mas respingou um pouco na tattoo de Nossa Senhora dela. Ela ficou desesperada, começou a chorar e rezar pedindo perdão." @mrkattobi

"Cheguei na casa do boy, combinamos de comer alguma coisa. Quando cheguei já devia ter ido embora, porque ele já estava meio bêbado. Relevei. Começamos a nos pegar, daí ele me leva pro quarto. Calcinha nova, sutiã novo, um luxo. Ele começou a falar da ex dele, que eu conheço. Mudei de papo e ele começou a falar de um ex-peguete meu, que é amigo dele. Mudei de assunto de novo. Relevei. Detalhe que ele levou comida de um bar onde estava bebendo. Patê e mais patê. Coisa bem relaxada, sabe?! Relevei. Volta pro quarto. Ele pega a camisinha e enfatiza que só tinha uma. Afirmei: relaxa que eu comprei mais. Eu tava esperando uma cachorrada, porque ele falou que era bem safado. Nem uma dedada. Nada. Simplesmente ficou tentando colocar o pipiu dele, murcho. Daí ele desistiu." @misshelenaferr

"Fiquei com uma mina que tinha uma língua tão fina e inútil que cheguei a pensar que estava recebendo oral de uma cobra. Agonia só de lembrar." @ibiercut

"A pessoa cuspiu na minha cara DO NADA. Não dei liberdade, não conversamos em nenhum momento sobre isso, não dei nenhum indício que curtiria... Fiquei puta e fui embora." @medicamilla

"Eu tava sendo ativo com meu ex. Ele pediu pra bombar com mais força. Eu bombei com tanta força que ele desmaiou e não acordava. Tive que levar pra emergência e fiquei esperando ele tomar soro." @nazarzinho

"A menina pediu pra eu esperar porque ela ia pegar uma coisa. Fiquei toda ouriçada, preparada na cama, e aí ela voltou com uma boina verde (que ia cair durante o ato)! Eu comecei a rir e aí já era." @larissapatao

P.s.: não sou uma princesa da Fodalândia, nem sommelier de sexo, Afrodite encarnada ou a maior transuda que já pisou na Terra. Infelizmente. Queria ser. Como mera mortal, assumo, bem plena, metade da responsabilidade por cada trepada meia-boca que já dei na vida.

Não é a experiência que a gente tem, mas a conexão que a gente constrói com uma determinada pessoa, que faz toda a diferença na hora H. Seja essa hora H uma rapidinha de cinco minutos, ou daquelas que duram uma gostosa eternidade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL