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Mayumi Sato

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

"Sexo é autocuidado": evento gratuito debaterá futuro do mercado adulto

Trecho da série "Sex/Life" - Divulgação
Trecho da série 'Sex/Life' Imagem: Divulgação
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Mayumi Sato

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está "não estamos" só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Colunista de Universa

11/07/2021 13h41

Mudanças de comportamento foram previstas e mapeadas desde o início da pandemia, mas a verdade é que hábitos são difíceis de mudar e, a sensação agora, é de que não vemos a hora de voltar ao velho normal. Mas, para o segmento de marcas, produtos e serviços "adultos", relacionados ao sexo e ao prazer, algumas coisas estão realmente diferentes. E, para empreendedores atentos, isso pode representar novas oportunidades de negócio.

Sex summit - Divulgação - Divulgação
Evento Sex Summit acontecerá em agosto
Imagem: Divulgação

No início de agosto acontecerá o Sex Summit 2021, evento online e gratuito que vai reunir grandes marcas do mercado adulto, especialistas em sexualidade, inovação e tendências para discutir o reposicionamento do segmento: O sexo e o prazer vistos como bem-estar e autocuidado e o que isso representa para quem trabalha, ou trabalhará, no setor.

Em um estudo realizado pela Spark:off, consultoria de tendências e inovação, 84% dos consumidores já consideram sexo como um ato de autocuidado (em um mesmo levantamento realizado em 2016, esse número era de 54%). E 9 em cada 10 consumidores americanos encaram a masturbação como um redutor de estresse importante para o dia a dia.

Não por acaso, grandes redes de varejo como a Amaro começam a vender lubrificantes e vibradores em meio a catálogos de roupas e cosméticos. Ao longo deste último ano, sex shops viram suas vendas dobrarem e 68% das pessoas (entre elas 65% de mulheres) testaram alguma nova posição na hora do sexo e 98% garantiram que sentiram um aumento no prazer.

Essas são descobertas importantes para as pessoas, que já incorporaram às suas rotinas uma compreensão mais profunda do que lhes proporciona prazer. A procura por novas soluções e marcas ainda mais conectadas a esses momentos de intimidade, só tende a aumentar.

E essa onda de crescimento não é restrita aos sex toys:

Filmes e séries, como a nova Sex/Life produzida pelo Netflix, podcasts de contos eróticos como o do Sexlog, a busca por venda de conteúdo como no Onlyfans, novas marcas voltadas à jornada do prazer feminino como a Feel, inovações no ramo da motelaria...

São apenas alguns dos desdobramentos do que hoje ainda chamamos de mercado adulto. Agora, mercado de bem-estar que, segundo estimativas, atingirá a cifra de U$ 125 bilhões até 2026.

Se quiser entender ainda mais esse movimento, o que pensa e deseja o seu consumidor (independente do seu segmento), acompanhe o Sex Summit 2021 e bons negócios!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Mayumi Sato