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Juliana Borges

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Muita ideia, sem ação: como lidar se a organização do casamento não evolui?

Vladimir Vladimirov/Getty Images
Imagem: Vladimir Vladimirov/Getty Images
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Juliana Borges

Juliana Borges é escritora, feminista e pisciana, logo, romântica e sonhadora. Já chegou a negar a instituição casamento, mas está noiva e já pensando em filhos. É fã de Beyoncé, Nina Simone e Miles Davis. Autora dos livros "Encarceramento em Massa" (2019) e "Prisões: Espelhos de Nós" (2020).

Colunista de Universa

28/03/2022 04h00

Acho que estou em uma fase de importantes dilemas. Quando parei para refletir sobre o que compartilharia da última semana na coluna, mesmo com muitas coisas para dizer, eu me deparei com uma constante: a sensação de achar que poucas coisas sobre os preparativos para o casamento estão andando. Eu sinto como se eu estivesse ainda em uma fase de muitas ideias e poucas ações praticadas, poucas coisas definidas. Será que é o momento para uma assessora de casamentos?

Como queremos o casamento foi muito fácil de resolver, porque tanto eu quanto o noivo queremos, como eu já disse aqui, algo simples e estamos nos mobilizando mais pela celebração. O casamento para nós é, na verdade, um momento de compartilhar alegria com as pessoas que amamos e que nos amam.

Desde então, a gente vem conversando sobre várias coisas e muitas possibilidades para o casamento. Mas eu sinto como se as coisas estivessem emperrado. Alguém aí já se sentiu assim? Um exemplo é o convite para os padrinhos e madrinhas. Gente, eu já mudei os elementos da caixinha umas cinco vezes.

Agora, que decidi como e o quê quero na caixinha, sinto que demoro muito para encaminhar as coisas. Talvez porque eu tenha decidido que quero eu mesma fazer. Acho um gesto de carinho com os padrinhos e com as madrinhas. Mas será que minha mania de centralizar um pouco as decisões pode estar me atrapalhando? Acredito que sim.

Tenho essa sensação de que nós, quando estamos noivas e pensando nossos casamentos, temos muitas inseguranças quanto ao processo. Pensamos muito que queremos um dia perfeito, como nos filmes de comédia romântica. Mas estou aprendendo, na prática, que a vida é dura e a realidade "realíssima".

Se você é uma pessoa, noiva ou noivo, que, como eu, terá que fazer muitos dos processos do casamento, seja porque é um pouco centralizadora seja porque o orçamento anda curto, talvez precise parar um pouco, respirar e olhar o seu entorno.

Quais as pessoas que podem te ajudar nisso tudo? Não seria o caso de acionar as madrinhas e padrinhos para algumas tarefas? Não seria o caso de delegar ao noivo, no caso de noivas ansiosas, algumas questões? Não dá para o nosso ser dia ser como um filme hollywoodiano, porque, afinal, aqui é vida real. Parece que eu estou escrevendo isso aqui para ver se eu mesma internalizo essas questões. Ou seja, estou fazendo da coluna um divã, já que eu fugi da terapia hoje. Mas, se a ideia sempre foi dividir com vocês tudo que acontece, esse momento chegaria.

O local está definido, a empolgação é muito grande, o dilema sobre quem cozinhará ou como dividirei essa importante etapa e parte do casório está sendo vivido e, agora, eu enfrento esse momento reflexivo sobre como posso compartilhar mais as tarefas daqui até outubro. Se você que me lê tiver dicas de assessorias de casamento que não queiram um rim, manda pra cá. Preciso. E farei as vezes do meu terapeuta aqui: assumir que preciso de ajuda nesse momento é um avanço importante.