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Fabi Gomes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Para bater o sino pequenino, uma nova categoria de presente: nude natalino

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Fabiana Gomes

Fabi Gomes é maquiadora e bonne vivante ? gosta de das coisas boas da vida, como artes, literatura, sexo, cinema, culinária, viagens. Está sempre atenta ao poder transformador e aos rumos da beleza.

Colunista do UOL

24/12/2021 04h00

Chega nessas duas semanas, entre Natal e Reveilão, e já começam a brotar mensagens com bons votos. Gente que nunca cola, nessa época aparece cheia de luz e de amor.

Sinto que vem diminuindo a frequência de aparições (talvez pela minha manifesta ogrice?), mas, todo ano é sempre isso.

Algumas pessoas que você só viu uma única vez na vida surgem para te desejar boas festas. Até os fura-olho colam na bota. As tias e os tios piram os cabeções em vídeos e fotos fofos, cheios de luz, esperança e musiquinhas irritantes.

Em geral, meus amigos são de uma cepa mais crocante da diplomacia e do cerimonial. Recebo muito aquele vídeo de uma cena de filme, na qual a mocinha irrompe à cena com "Então, é Natal", cantada por uma emotiva Simone, tocando ao fundo. Decidida, com um golpe, a linda arrebenta o vinil, e a música cessa. Também recebo muito conteúdo de teor sarcástico e, muitas vezes, de conotação sexual. Todo ano, sorrio com satisfação.

Estes dias, conversando com uma amiga sobre as dinâmicas dos apps de relacionamento e pegação, tive uma aula de vida! Ela usa sempre a mesma resposta para abrir trabalhos. Tipo aquelas mensagens automáticas de e-mail que deixamos (ou deveríamos deixar) quando saímos de férias. Achei gênia. Naqueles ambientes, nesse primeiro contato, eu ainda tentava algum contorno subjetivo. Mas vou aderir a essa técnica, já que não tenho tido muito êxito nas interações, e a subjetividade dá um puta trabalho.

Contando tudo isso para vocês, lembrei que uso essa técnica para as mensagens automáticas de fim de ano —as que vêm só por vir, descarregadas de afeto. Devolvo vazias, com uma mensagem pronta, que oscila entre protocolar, carinhosa e delicada (a delicadeza que eu consigo entregar).

Tem gente que não consegue parar mesmo. Nas ocasiões festivas, de supostas pausas e contemplação, vão lá e fazem o quê? Trabalham em mandar mensagens para toda a lista de contatos. Sai fora, me deixa curtir. Mandou mensagem automática, vai receber resposta automática, sim! Ou vê se aparece mais vezes, sumide, quando eu tiver na merda, desaplaudida. Cola com todo esse carinho lindo ao longo do ano inteiro.

Juntando tudo o que falei até aqui, proponho uma novidade, que compensaria a abertura incessante de mensagens nesta época. Poderíamos instituir o envio de nudes festivos, né? Basta inserir um elemento temático, que faça menção à data, próximo à parte do corpo nu em destaque. Uma guirlanda, luzinhas, uma bola a mais...

Antes que o ataque venha, sob a ótica da simbologia de algumas datas, vamos aos fatos: nem todos temos as mesmas crenças. Alguns encaram a data somente como uma festa comercial ou celebram a verdade da data em questão sem perder o humor. E, sejamos francos, se esperam respeito a seus ritos, seria lindo respeitar os dos outros, não?

E a make pras festas, Fabi, alguma dica? Taca brilho. Se agarra numa sombra adorada (sombra dourada) e vai! Só no olho o brilho? Não, não. Vale para tudo. Meu sonho é aparecer com a testa repleta de glitter na janta natalina!

Como ela estava? Ah, bem básica, com um vestidinho vermelho de um ombro só e a testa dourada.