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Ana Paula Xongani

Uma oração de Maya Angelou para este começo de ano

Imagem de Maya Angelou no muro de uma escola de ensino médio de Los Angeles - Reprodução/Instagram
Imagem de Maya Angelou no muro de uma escola de ensino médio de Los Angeles Imagem: Reprodução/Instagram
Ana Paula Xongani

Ana Paula Xongani é multiempresária: no Ateliê Xongani, de moda afro-brasileira, e também na empresa que leve o seu nome, de criação de conteúdo. Apresenta o programa Se Essa Roupa Fosse Minha, no GNT, sobre moda consciente. Fala com leveza e responsabilidade sobre temas sempre importantes para que todo mundo junto construa um mundo mais justo e acolhedor para todos, especialmente para as mulheres pretas. Ativismo afetivo, como costuma dizer.

Colunista do UOL

07/01/2021 04h00

Que tal começar o ano trazendo para esta coluna algo que faço e vocês gostam muito nas outras redes em que atuo? Que tal começar 2021 com um #XonganiIndica e compartilhar aquilo que você vai gostar de conhecer?

Chega de navegar por horas nos streamings sem saber que filme escolher, ir até a livraria, ver aquela infinidade de livros e não saber o que comprar, ou se deparar com aquele monte de vídeos, músicas e podcasts e não saber onde dar o play.

Na minha primeira coluna do ano, vou indicar três versões da mesma pessoa que eu quero MUITO que vocês conheçam. Uma pessoa que eu não sei como vivi 32 anos da minha vida sem conhecer com mais profundidade: Maya Angelou.

Maya, que teve sua passagem em 2014, foi uma mulher contemporânea nossa, uma coisa que adoro, aliás. Conhecer personalidades que viveram e vivem no mesmo tempo que eu. Mulher preta, escura, que foi uma infinidade de coisas, super multifacetada. Cantora, jornalista, dançarina, poeta, escritora e uma série de coisas. Maravilhosa!

Vamos começar por um livro que eu amo demais? "Eu sei por que o pássaro canta na gaiola": nessa obra, ela traz muito sobre suas memórias, da infância até o início da adolescência. Tem muitas lições pra você levar pra sua vida, muitas formas de sobrevivência, muitos mecanismos de superação. É a Maya falando no seu ouvido sobre o que fazer em vários momentos da sua vida. Além disso, nesse livro, ela elabora muito sobre colorismo, um assunto de que acho importantíssimo falar.

Se você prefere assistir a ler, tá tudo certo também. Tem um documentário maravilhoso chamado "Maya Angelou, e ainda resisto", que você encontra na internet (aliás, Netflix, traz de volta por favorzinho!). São 113 minutos de Maya Angelou contando sua espetacular vida profissional, que é um escândalo, porque ela foi tudo nessa vida. Tudo mesmo. Vale muito a pena.

E, pra terminar, quero indicar Maya Angelou em podcast pra quem é mais de ouvir que ler e assistir. Tem um podcast chama "respiro", que traz trechos de livros e outros textos da literatura mundial, referências mesmo. Um dos episódios traz vários poemas dela, entre eles o mais famoso, que inclusive vou estampar no meu quarto e dá nome ao episódio, que é o "Eu me levanto", uma oração que, se você não conhece, precisa conhecer pra ontem.

Você não pode continuar sua vida sem conhecer Maya Angelou e esse comecinho de ano é um ótimo momento pra isso. Um presente da vida pra mim e pra você. Corre lá!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.