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Polícia de MS apreende R$ 440 mil em celulares Xiaomi, PlayStation e mais

Márcio Padrão

De Tilt, em São Paulo

10/05/2020 12h33

A Polícia Militar do Mato Grosso do Sul realizou nesta semana duas grandes apreensões de produtos vindos do Paraguai que estavam sendo transportados ilegalmente, sem passar pela alfândega e pagar impostos. As duas operações somaram R$ 440 mil em produtos. Pelas imagens divulgadas, a maioria deles era da fabricante chinesa Xiaomi, como celulares e TV boxes.

A primeira ação ocorreu na terça-feira (5). Um carro foi abordado pela polícia na rodovia MS 379 após realizar uma brusca de retorno em alta velocidade e entrar em um canavial, nas proximidades da Usina São Fernando, entre as cidades de Laguna Carapã e Dourados, ambas no Mato Grosso do Sul.

O veículo que trazia a carga ilegal foi abandonado na vegetação, e as caixas foram espalhadas sobre o canavial. O motorista tentou se esconder, mas foi localizado pela equipe e foi preso. Os produtos, que iam do Paraguai para o distrito de Vila Vargas, em Dourados, tiveram seu valor estimado em R$ 350,2 mil, e eram:

  • 345 celulares Xiaomi Redmi Note 8 64 GB
  • 12 smartwatches Xiaomi
  • Quatro modems e roteadores da TP Link
  • Seis cartões de memória SSD Kingston

A segunda apreensão, na quinta (7), estava dividida em dois veículos. Segundo a polícia, eles traziam do país vizinho aparelhos celulares diversos, roteadores e videogames. Náo foram informados modelos, mas as fotos mostram caixas de PlayStation 4 e as TV boxes Mi Box, da Xiaomi, e Azamerica i7.

Outros modelos de celulares Xiaomi são vistos, como o Redmi 8A, Redmi Note 8 e Redmi Note 9S.

Os motoristas teriam pago R$ 30 mil e R$ 60 mil, respectivamente, pelos produtos no Paraguai. Eles não possuíam a documentação legal de importação.

Xiaomi no comércio ilegal

Nos últimos meses os produtos Xiaomi têm sido vistos em apreensões e transações estranhas no Brasil. No final de novembro, a Secretaria Estadual de Fazenda e Planejamento de São Paulo obteve 30 mil produtos em uma operação durante a Black Friday do ano passado. Muitos deles eram da empresa chinesa.

A tática utilizada por alguns desses sites para vender produtos extremamente baratos aos consumidores passa pela sonegação de impostos e por produtos com nota fria.

Coincidência ou não, o site de uma das principais revendedoras não oficiais de produtos Xiaomi no Brasil, a MiStore Brasil, saiu do ar misteriosamente no final de 2019 deixando muitos de seus clientes sem receber encomendas já pagas.

Oficialmente a Xiaomi atua no Brasil há mais de um ano, em uma parceria comercial com a empresa mineira DL, que cuida da adaptação, distribuição e garantia dos produtos para o nosso mercado. É comum que os preços de celulares vendidos dessa forma saiam mais caros que nos canais extraoficiais. Afinal, pagam custos extras da operação, como impostos.