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Galaxy Fold começa a ser vendido hoje no país; veja testes iniciais de Tilt

Gabriel Francisco Ribeiro

De Tilt, em São Paulo

22/01/2020 06h00

Resumo da notícia

  • Celular dobrável Galaxy Fold começa a ser vendido nesta quarta no Brasil
  • Vendas durarão só 24 horas e serão online - é possível testar o Fold em loja da Samsung
  • Aparelho custará R$ 12.999 e é o primeiro celular com tela dobrável no país
  • Tilt já está testando o smartphone e mostra um pouco dele para você no vídeo acima

Primeiro celular com tela dobrável a ser lançado no Brasil, o Galaxy Fold começa a ser vendido nesta quarta (22) no Brasil, conforme a Samsung anunciou no lançamento feito na última semana. Tilt já está testando o revolucionário aparelho há seis dias e tem algumas impressões para passar do dispositivo para quem se interessar por ele ou quiser comprar - se tiver muito dinheiro, claro.

A Samsung venderá o smartphone com tela que se abre e fecha como livro por R$ 12.999, sendo este o maior preço de um celular das grandes marcas lançado nos últimos anos no Brasil - superando os R$ 9.999 do iPhone XS Max em 2018. É uma tecnologia para poucos, por enquanto.

O formato de venda do aparelho, que segundo a marca inaugura uma "nova categoria" de celulares no Brasil, ainda será um pouco diferente e é bom ficar atento, caso você tenha interesse em adquirir o brinquedinho. As vendas rolarão em espécie de "flash sales" a partir desta quarta, às 21h.

A novidade da Samsung só estará disponível para compra por 24 horas, até as 21h desta quinta (22). As vendas serão realizadas totalmente online - o consumidor que quiser pode ir até uma loja da marca conhecer e testar o dispositivo para adquirir por lá, mas não sairá com o Fold do estabelecimento.

Após as 24 horas, a Samsung analisará a resposta e a demanda do público brasileiro pelo smartphone nada barato para entender se segue com as vendas normalmente por aqui ou se usa outro modelo de negócio com o celular.

Galaxy Fold é o celular mais diferente e legal que testei nos últimos anos - Gabriel Francisco Ribeiro/UOL
Galaxy Fold é o celular mais diferente e legal que testei nos últimos anos
Imagem: Gabriel Francisco Ribeiro/UOL

O Galaxy Fold é o primeiro celular com tela dobrável a ser vendido no Brasil, com a Samsung vencendo a concorrência do Huawei Mate X e do Motorola Razr pelo posto. Entretanto, é provável que a companhia sul-coreana apresente uma nova versão de um celular dobrável já no próximo dia 11 de fevereiro, junto aos especulados Galaxy S20 - isso pode deixar o Fold um pouco "datado".

O que senti do celular até agora

Já estou usando o celular desde a última quinta-feira e, de cara, posso afirmar que ele é muito mais interessante do que eu pensava. Fui testar o Fold bem animado, mas com um pé atrás devido aos problemas que adiaram a sua venda. Após quase uma semana com ele, posso dizer que é definitivamente diferente (e mais legal) do que qualquer celular que testei nos últimos anos.

O design dele, a princípio, é estranho. Ele tem uma espessura grossa (fechado, corresponde a cerca de dois smartphones nos padrões atuais) que achei que fosse me incomodar, mas até agora isso não foi um problema. É claro que precisei liberar um espaço extra no bolso para ele, mas no uso do dia a dia isso não trouxe muito transtorno. Ele é um pouco mais pesado, sim, mas a forma como ele é criado e a maneira de uso dele faz com que o efeito do peso seja aliviado.

Também fechado, o aparelho tem um visor externo de 4,6 polegadas (quase o tamanho de um iPhone 8, mas com um problema de ser bem estreito) que achei que não fosse usar por ser estranho e rudimentar (meio deslocado do centro e com muitas bordas), mas ele tem lá sua utilidade. Até aqui usei, principalmente, para mexer em configurações do celular, ver Instagram em formato mais vertical, fazer ligações e zerar notificações do WhatsApp.

Visão traseira do Galaxy Fold, o celular de tela dobrável da Samsung - Samsung/Divulgação
Visão traseira do Galaxy Fold, o celular de tela dobrável da Samsung
Imagem: Samsung/Divulgação

É difícil, contudo, para usar o teclado dessa tela externa - por ser muito estreita, é um sacrifício ficar acertando as letras. Quando quero digitar algo, abro o celular como um livro para aproveitar as maravilhas da tela gigante interna de 7,3 polegadas, que na prática corresponde a um iPad mini.

Ao abrir, o uso dele é exatamente como se fosse de um pequeno tablet. É necessário segurar com uma mão, enquanto mexe nele com a outra - se der, apoiando o braço em algo para não cansar. É incrível ter uma tela daquele tamanho. Se você é heavy user de conteúdos no celular (curte ver filmes, séries, vídeos e jogar) como eu, vai estar no paraíso.

A tela dobrável, claro, é o mais legal do smartphone. Ele cumpre bem seu propósito de ser um tablet de bolso - você tem ao mesmo tempo um celular e um tablet, realmente. Quando voltei por instantes a usar um celular com as normais 6,1 polegadas da atualidade, estranhei por achar a tela pequena.

Até o momento, o desempenho dele foi perfeito - a função de abrir o celular e continuar vendo o que está na tela externa sempre funcionou, com exceção do Uber que não teve suporte a isso e exigiu que o app fosse reiniciado. A bateria dele também foi melhor do que eu imaginava considerando o tamanho da telona interna (com qualidade Super Amoled), durando um pouco mais de um dia.

Foto com a câmera traseira do Galaxy Fold no modo noturno - Gabriel Francisco Ribeiro/UOL
Foto com a câmera traseira do Galaxy Fold no modo noturno
Imagem: Gabriel Francisco Ribeiro/UOL

As câmeras dele (são seis!) também agradam, principalmente com iluminação natural. Fotos à noite com a traseira ficaram um pouco borradas, mas tirarei mais imagens para tentar verificar se não foi um problema momentâneo. A câmera de selfie externa dele deixa as fotos em um formato ruim (no mesmo formato estranho da tela externa), mas a câmera dupla de selfie interna é ótima.

Foto com a câmera traseira do Galaxy Fold em luz natural - Gabriel Francisco Ribeiro/UOL
Foto com a câmera traseira do Galaxy Fold em luz natural
Imagem: Gabriel Francisco Ribeiro/UOL

É bom notar que alguns defeitos ficam claros de cara. Em primeiro lugar, o excesso de zelo e cuidados que a Samsung indica para o celular deixa o uso dele um pouco incômodo - rola um medo de realmente fazer o aparelho parar de funcionar, dado seu histórico problemático. Além disso, ele não tem nenhuma resistência à água, ao contrário da grande maioria dos modelos atuais, o que traz um elemento extra de medo ao usar o smartphone.

O Galaxy Fold, por enquanto, tem sido uma grata surpresa para mim e um celular que deixa mais prazeroso consumir conteúdos no mobile. Em breve trago para você o review do aparelho, com a experiência completa, contando com análise e todos os pontos positivos e negativos.

Ficha técnica: Galaxy Fold

Tela principal: 7,3" QXGA+ Amoled Dinâmica (4,2:3)
Tela externa: 4,6" HD+ Super Amoled (21:9)
Câmera externa: 10 MP, F2.2
Câmera traseira: Tripla Ultra-Wide de 16MP, F2.2; Grande-angular de 12MP e teleobjetiva de 12 MP, F1.5 / F2.4, Estabilizador Óptico de Imagem (OIS)
Zoom óptico: 12MP, F2.4, OIS PDAF
Câmera Frontal: Dupla 10 MP F2.2 e 8 MP (com profundidade RGB, F1.9)
Processador: Snapdragon 855 Octa-core de 64 bits 7nm
Memória: 12 GB RAM (LPDDR4x), 512 GB (UFS3.0) sem espaço para cartão MicroSD
Bateria: 4.380 mAh com carregamento rápido compatível com fio e sem fio
Sistema Operacional: Android 9.0 (Pie)
Preço: R$ 12.999

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