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Ataque de ácaro a formiga é preservado por 44 milhões de anos

Âmbar preserva ataque de ácaro à cabeça de uma formiga - J. Dunlop/ Museum fur Naturkunde Berlin
Âmbar preserva ataque de ácaro à cabeça de uma formiga Imagem: J. Dunlop/ Museum fur Naturkunde Berlin

Do UOL, em São Paulo

15/09/2014 06h00

Uma luta entre um ácaro e uma formiga foi preservada por milhões de anos, pois os animais ficaram presos em uma resina fóssil.

O momento do ataque em que o parasita mordeu a cabeça da formiga foi eternizado em um pedaço de âmbar do tamanho de uma moeda de dez centavos e não sofreu deteriorações com o passar dos anos.

O pequeno pedaço de âmbar foi adquirido por um colecionador que descobriu o tesouro nos países bálticos, na região nordeste da Europa. De acordo com análises, os animais datam de cerca de 44 a 49 milhões de anos atrás.

O ácaro é um dos apenas 14 fósseis conhecidos de um grupo chamado de Laelapidae, cujos parentes modernos muitas vezes vivem entre as folhas caídas no chão das florestas e parasitam formigas.

O motivo para que esse parasita seja tão raro de ser encontrado em fósseis é que para ele ser preservado era preciso um contexto muito particular. O ácaro precisava ficar muito tempo em árvores e fica preso na resina que escorre pelos troncos.