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Conheça outros planetários no Brasil e no mundo

Murilo Alves Pereira<br>Especial para o UOL Ciência e Saúde

20/01/2009 13h40

O pai dos planetários brasileiros está na cidade de São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Fundado em janeiro de 1957, o planetário Professor Aristóteles Orsini, ou Planetário do Ibirapuera, já recebeu mais de 4 milhões de visitantes. Tem 300 lugares, um domo de 20 metros de diâmetro onde se forma um céu de 43 projetores da empresa alemã Carl Zeiss, principal marca de planetários do mundo.

Pelo Brasil, mais de vinte planetários fixos se espalham por todas as regiões, embora se concentrem no Sudeste. A fundação Centro de Estudos do Universo, em Brotas, interior de São Paulo, faz um interessante trabalho de divulgação científica em astronomia e geologia. O planetário de sete metros de diâmetros comporta 71 lugares.

Ainda no interior de São Paulo, há planetários em Americana, Tatuí, Itatiba e em Campinas, todos com cúpulas de sete a oito metros de diâmetro. Boa parte deles é ligada a universidades. Na Região Sul o destaque é o planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Fundado em 1982, tem uma cúpula de 18,5 metros e espaço para 130 pessoas. Também há planetários em Curitiba e em Florianópolis.

Em Goiânia, o planetário que encantou a jovem física Victória Flório pertence à Universidade Federal de Goiás. É um dos mais antigos do país, data de 1970, e pode receber até 120 pessoas. Ainda há o planetário de Brasília e outros importantes em Fortaleza, Belém, João Pessoa e em Vitória.

"A maioria dos planetários surgiu na década de 60 por acordos comerciais com a então Alemanha Oriental", explica o astrônomo Alexandre Cheirman, diretor responsável pelo recém-inaugurado planetário de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Em outros países, Cheirman destaca o planetário de Nova York, uma espécie de ditador de moda no mercado dos planetários. "Toda nova tecnologia que é testada e aprovada lá em Nova York vira interesse dos outros planetários", diz. Ligado ao Museu de História Natural de Nova York, o Hayden Planetarium, do Rose Center, é um dos mais modernos do mundo e conta com uma cúpula de 26,5 metros de diâmetro.

Alem dele, o Planetário Adler, em Chicago, é um dos grandes planetários nos Estados Unidos. Fundado em 1930, o Adler é o primeiro planetário construído no hemisfério ocidental. É considerado um marco histórico nacional e o único museu que conta com dois teatros-planetários. Uma curiosidade, quando o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, era senador, fez um projeto para compra do novo projetor do planetário. O novo Carls Zeis do planetário Adler custou três milhões de dólares.

Na Alemanha, o primeiro planetário surgiu em 1923, em Munique. Mas é em Hamburgo que está o mais moderno. Em uma cúpula de 20 metros de diâmetro são projetadas as imagens mais recentes da Nasa. Segundo Cheirman, duas novas potências são China e Índia, sempre elas, que estão projetando planetários com até 40 metros de diâmetro de cúpula. Bem proporcional à população dos dois paises.

Na França, há o Cité de lŽespace, na cidade de Toulouse. Inaugurado em junho de 1997, o planetário comemorou seu milionésimo visitante já em setembro de 2000 e, desde então, mantém a média de visitas em 300 mil por ano. O planetário, que contou com um investimento inicial de 23 milhões de euros, é um hoje um grande parque científico e educativo francês.

O planetário de Madri, na Espanha, fica no Parque Tierno Galván a uma altura de 600 metros, sendo um mirante importante da capital espanhola. Possui na sala principal um sistema formado por 100 projetores, que simulam imagens com efeitos panorâmicos na cúpula de 21 metros de diâmetro, e outros 50 projetores de efeitos especiais simulando o Sistema Solara, explosões estrelares, buracos negros, galáxias, entre outros.

O Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, em Portugal, é um dos fundadores do Planetário do Porto. Aberto desde novembro de 1998, o planetário oferece sessões de 45 minutos a 93 pessoas. São 104 projetores centrais, 18 auxiliares, todos da alemã Carl Zeiss, projetando estrelas e planetas em uma cúpula de 12,5 metros.

Serviço

Planetário Professor Aristóteles Orsini (Parque do Ibirapuera)
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 10 (para pedestres) ou portão 3 para estacionamento Parque do Ibirapuera, São Paulo - SP
(11) 5575-5425, ingressos pelo número 4003-1212 ou em www.ingressorapido.com.br
Horários de funcionamento:
Sábados, domingos e feriados às 15h, 17h e 19h.
Terças e quintas: às 14h e 16h.

Planetário Professor José Batista Pereira (UFRGS)
Av. Ipiranga, 2000. Porto Alegre - RS - Brasil
(51) 3308-5384
www.planetario.ufrgs.br
Horários de funcionamento:
Apresentações para o público em geral aos domingos: sessão infantil às 16h e sessão adulto às 18h. Ingressos: alimentos não-perecíveis que serão doados às associações filantrópicas cadastradas.
- Apresentações de programas para escolares e grupos: de terças a sextas-feiras, mediante reserva antecipada.
- Sessões especiais - palestras sobre temas específicos de interesse do grupo utilizando os recursos didáticos do planetário.

Planetário da Universidade Federal de Goiás
Av. Contorno s/ nº - Parque Mutirama
Setor Central na cidade de Goiânia - Goiás.
(62) 3225-8085 e 3225-8028
http://www.planetario.ufg.br
Horários de funcionamento:
Sessões destinadas ao público em geral: domingos às 15h30 e 16h30. Sessões destinadas a colégios ou outras instituições: grupos de no mínimo de 30 e no máximo 120 pessoas. Valor subsidiado de meia entrada. De terça à sexta-feira. Horário: 8h30 e 9h30 - 14h30 e 15h30. A reserva deverá ser feita com antecedência.

Planetário Hayden - Nova York (EUA)
http://www.amnh.org/rose/

Planetário Adler - Chicago (EUA)
http://www.adlerplanetarium.org/

Planetário de Hamburgo (Alemanha)
http://www.planetarium-hamburg.de/

Cité de lŽespace (França)
http://www.cite-espace.com/content/gb/

Planetário de Madri (Espanha)
http://www.planetmad.es/

Planetário do Porto (Portugal)
http://www.astro.up.pt/planetario/index.php?Lang=pt

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