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Índia perde contato com sonda durante pouso no polo sul da Lua

06/09/2019 19h05

Nova Délhi, 6 set (EFE).- A Organização de Pesquisa Espacial da Índia (Isro) anunciou que perdeu contato com o módulo espacial Chandrayaan-2, que chegaria nesta sexta-feira ao inexplorado polo sul da Lua, cerca de 20 minutos após entrar na fase mais crítica do pouso.

"A descida ocorreu como planejada, e foi observada uma atividade normal até uma altitude de 2,1 quilômetros. Depois disso, a comunicação foi perdida, e estamos analisando os dados", afirmou à sala de controle o chefe da Isro, Kailasavadivoo Sivan.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, presente na sala de controle da agência espacial indiana, na cidade de Bangalore, disse esperar "que ocorra o melhor".

Ainda não está claro o que ocorreu com o módulo de aterrissagem, que deixou a Terra em 22 de julho - após uma primeira tentativa abortada por um problema no sistema do veículo de lançamento - e tentava realizar um pouso suave, sem provocar danos materiais.

O possível fracasso da missão seria um duro golpe para a Índia, que tenta se transformar em um dos poucos países do mundo a conseguir uma alunissagem suave, façanha conseguida apenas por Rússia, Estados Unidos e China.

O objetivo da missão Chandrayaan-2 é obter mais informações sobre a composição mineral do satélite da Terra e ampliar os conhecimentos disponíveis sobre a presença de água.

O país tinha estabelecido o complicado objetivo de pousar a sonda no polo sul do satélite, até agora inexplorado pelas missões lunares das potências espaciais, já que a superfície é mais irregular do que no equador da Lua.

Esta é a segunda missão de exploração lunar da Índia - a versão anterior, Chandrayaan-1, foi colocada na órbita lunar em novembro de 2008. Naquela ocasião, um instrumento da Nasa que estava a bordo confirmou a presença de água na Lua.

A Índia conta com um dos programas espaciais mais ativos do mundo e começou a enviar satélites à órbita terrestre em 1999.

Entre os próximos objetivos da ISRO estão colocar em órbita a sua própria estação espacial, missões a Venus e ao Sol e a sua primeira missão tripulada no espaço. EFE

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